O momento certo

Durante muito tempo de nossas vidas, as nossas principais ações ficam somente no campo das ideias. Tudo o que temos são objetivos a alcançar no longo prazo.
E para minimizar toda essa incerteza costumamos nos amparar no planejamento. Dessa forma, passamos a administrar um futuro não muito distante, com novas situações, geralmente mais agradáveis que as atuais. Por exemplo, se estamos vivendo uma crise econômica, com um cenário não muito agradável ao desenvolvimento de novos negócios, é natural que algumas pessoas não apostem todas as suas fichas em empreendidmentos de alto risco e rentabilidade adiada. Porém, a grande maioria delas pretende ter uma situação econômica mais estável no futuro.
Esse fenômeno faz parte do instinto humano, a preocupação com as provisões futuras transpassam a simples sobrevivência e se aprofundam em questões econômicas. Sendo assim, em um momento de poucas certezas quanto ao futuro próximo, poucas pessoas têm interesse em investir em tecnologia e empreendedorismo. A incerteza assusta e apavora. Por outro lado, os lucros chamam a atenção e são cobiçados.
Mas o que há de errado com o nosso raciocício? Como pode ser possível planejar um futuro mais próspero e “estável” e ao mesmo tempo ter medo dos riscos inerentes a esse processo. Talvez a resposta disso tudo nos leve a perceber que o erro não está no raciocínio em si, mas no comportamento que desponta dele. De fato, os riscos devem sopesados e calculados sempre que houver planejamento, seja ele estratégio, pessoal ou emergencial. Porém, a preocupação com a estabilidade financeira e pessoal ainda é um mote em nossa cultura e a instabilidade ainda é um grande trauma a ser superado.
O fato é que nós não suportamos o desconhecido, gostaríamos de controlar todas as variáveis que interferem em nossas vidas. Em um mundo “perfeito” a zona de conforto seria o nosso lar, seguro e protetivo. Como isso não é possível, somos convidados a desenvolver a estabilidade seletiva. Assim alguns riscos valem a pena, enquanto outros têm o custo muito elevado. Isso leva a um comportamento desconfiado e pouco racional, à medida que se torna mais complexo de entender.
Porém, é necessário entender que vivemos a maior parte de nossas vidas fora da estabilidade, seja ela financeira ou social. A todo momento somos convidados e obrigados a conviver com novas situações, pessoas e ambientes. Tudo à nossa volta, inclusive nós mesmos, pode mudar em questão de meses, dias, ou mesmo minutos. Por isso não há momento melhor do que o atual para investir em si mesmo. Esse é o momento certo de sair da zona de conforto para atingir nossas metas e planos, antes que eles fiquem vehos demais e sejam esquecidos em nossas gavetas.
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