
A chapa é quente, um novo caminho, nova esperança.
Nunca fui muito ouvido por companheiros com que militei quando defendi a tese da chapa eleitoral aberta. Alguns logo descartavam por conta das possibilidades de negociações, outros por acharem que a quebra de tabus e paradigmas incomoda. Os mais radicais só pensam no mito e não se preocupam com todo o resto. Mas o fato é que minha tese se faz mais urgente no momento em que vive o país do que nunca. Também não sei se alguém também já defendeu esse tipo de tese antes, não procurei pesquisar para não me contaminar.
Entendo que chegamos em um momento da política que não basta ser alguém, mas ser um time que proponha vencer por todos. Claro que todo o time tem um técnico e tal, até para atender a legislação vigente, mas na política, acredito que devemos propor a solução completa, de cabo a rabo. Em Itajaí por exemplo devemos apresentar a população quem será o candidato a prefeito, mas também quem será o superintendente do Porto, do Semasa, o secretário de fazenda, de obras, saúde, educação e se possível de todas as pastas e, que estes demonstrem durante o processo eleitoral suas ideias e planejamento e também seus alinhamentos com o comando do técnico. Não é ilegal isso. Mas mais do que isso, é ser transparente, é demonstrar que se pode sim propor com vontade política muito mais do que fazer negócios.
Como qualquer candidato sofre oposição, muitos sofrerão óbvio, mas se for oposição por conta de passado criminoso ou condutas reprováveis, o líder do projeto ou candidato a prefeito pode fazer a substituição antes dos prejuízos. Não tenho dúvida que seria uma inovação eleitoral sustentável e eficiente. Não exitaria em propor um projeto assim e participar.
Vejo que podemos avançar, mostrando antes o que planejamos, com quem estaremos, como formamos e quem será quem em cada frente de trabalho.
Defendo também que Vereadores devam ficar na câmara trabalhando por quem e para que foram eleitos. Quem quer ser secretario ou outro gestor, deve se preparar e militar para isso. Quem quer ser parlamentar e foi eleito para isso que fique parlamentar.
Independente da legislação essa proposta é possível, é uma questão de vontade política em inovar o processo, não depende de mudanças ou reformas que nunca são votadas, mudar os meios, para que os fins sejam antes de serem prejuízos, no mínimo, aprováveis e justificáveis. Contar antes o quer fazer, com quem e como, evita a incompreensão, coloca na estratégia a própria população, compromete o contribuinte com o sucesso de um projeto de todos e para todos. Não é populismo, é inovação, participação, moderno e eficiente.
Essa é minha tese, minha singela contribuição, por não ter mais esperança, no modelo cansativo que se repete ano sim, ano não.
Obrigado pela leitura
Jean Sestrem