Como compensar a qualidade digital em um mundo que premia o lixo?

Por Jean Sestrem

Nossa transformação social online tem colocado estudiosos de cabelo em pé. A sociologia em rede demonstra matematicamente com dados precisos que a ressonância com maior volume em rede vem de aspectos negativos e de péssima qualidade informacional.

Câmaras de eco reproduzem em um volume assustador ataques a grupos, setores, instituições, pessoas de várias camadas sociais entre outros. As métricas apontam que rumores, preconceito, sectarismos, disputas ideológicas, calúnias, cinismo, peseudo jornalismo declaratório, opinões superficiais, etc… Tem sido campeões em likes, compartilhamentos e interação entre os indivíduos em rede.

O ativismo do caos e da barbárie tem ocupado a maior fatia do tempo e da atenção das pessoas online. Convenhamos, isso é perceptível em nossas feed’s, nem haveria necessidade de estudos.

O grande desafio que teremos de enfrentar, será o de compensar a qualidade de conteúdo, pois indivíduos na caça de popularidade e resultados, vê compensado seu empenho adotando as tags horrorosas socialmente falando. Como podemos enquanto usuários e agentes, premiar a qualidade para que esta tenha sustentabilidade e crescimento tangível afim de motivar as pessoas que querem por ativismo, dividir conhecimento qualificado e digno de fomento e ressonância de fato?

Estamos caminhando por uma espiral de desconhecimento e de potencialização de nossa agressividade. Não falamos mais uns COM os outros, mas, uns PARA os outros. Um fenômeno consequente da confusão das redes sociais com palcos e púlpitos.

A vaidade humana ganhou um aliado poderoso que foi a tecnologia libertária do pensamento. Mas com o tempo microscopicamente reduzido entre a ação e a reação, somado a vaidade erroneamente mensurada a partir do tempo de resposta, as pessoas ignoram o conteúdo mais aprofundado e largam superficialidades sem considerar a diferença entre plateia e grupo relacional afetivo.

Não existe uma forma ainda, sequer um plano, mas não resta dúvida que se não qualificarmos nossa união digital, se não aproveitarmos de maneira objetiva nosso potencial geopolítico de criar alianças de transferência de conhecimento, cultura, tecnologia, arte, ciência, etc… Teremos inviabilizado a inteligência de nosso futuro.

Obrigado pela leitura,

Jean Sestrem

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