Já pensou em mudar o mundo sem depender dos “donos”?

Por Jean Sestrem

“Não dependeremos de ninguém para fazermos reformas estruturais em nossa sociedade se começarmos pela reforma da consciência política.”

Boa parte da sociedade conectada se fechou para o conteúdo que esclarece, ou que abre a mente para a reflexão possível de uma nova consciência. Pautados pelas reações intransigentes de resistência comum, ignoram o contra ponto e se eximem de uma posição flexível ao que nos é vendido cotidianamente como informação provocadora de opinião principalmente na temática essencial de nosso convívio: a política.

Os meios que provocam a sociedade, por séculos, construíram essa obra e ergueram empoderamentos como uma bússola para nortear os desavisados caminhantes a seguirem o fluxo da programática ladainha opiniosa no senso comum, repudiando não entes, mas o acesso ao único ambiente em que se pode realmente transformar tudo relacionado à coletividade.

Aos poucos, ignorando os perigos dado o adensamento do método, vamos permitindo que ferramentas para conter uma possível reação sejam fabricadas com o mais alto teor de vileza. Leis que amordaçam, quebram a privacidade, expõem como criminosos quem se opõe a um modelo minuciosamente elaborado para punir quem discorda, vão sendo desenhadas a centenas de mãos para proteger o criminalizado do programado criminalizador, assim, deixando um confortável ambiente entre os revoltados e os revoltantes para uma mediação lucrativa e poderosa dos meios de provocação social a serviço de mais poder e mais dinheiro concentrados em seus cofres privativos.

Mais do que revolta, é preciso que através dos meios livres nos engajemos no debate desprendido e busquemos unidade na formatação de reformas de consciência política, pois esta é independe do controle econômico ou de comunicação de massa e até mesmo do Estado. A reforma da consciência pode ser debatida, sem espinhas dorsais ideológicas, sem catequeses. Podemos mudar toda a sociedade sem precisar de um artigo sequer, nem parágrafos ou votos alugados de congressistas rentáveis levados ao poder por interesses que não combinariam com uma nova ordem de princípios livres. É uma questão que pode começar com uma só pessoa, viralizar por nichos, sem burocracias ou interferências. Ninguém nos proibirá de pensar e agir enquanto sociedade organizada unida pela consciência, pelo menos por enquanto.

Obrigado pela leitura,

Jean Sestrem

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