Patrimônio público integrado

Por Jean Sestrem

A ideia de integrar o patrimônio público seria sem dúvida uma inovação a altura da nova sociedade globalizada. O conceito de patrimônio público é excessivamente ultrapassado na atual conjuntura. A separação patrimonial no Brasil e fora dele custa uma fortuna incalculável aos contribuintes. Vamos aos questionamentos lógicos que devem ser feitos pelos contribuintes quando debaterem política:

Por quê o avião comprado ou alugado para o governo de um estado não pode servir ao governador vizinho ou mesmo ao presidente da república quando este visita o estado? Por quê o carro oficial do prefeito não pode servir a outra autoridade? Qual é a diferença do que é público em Santa Catarina para o que é público no Rio Grande do Sul? Qual a diferença do que é público no Brasil para o que é público na Alemanha? Por quê o avião presidencial dos Estados Unidos não pode dar uma carona quando abastece aqui para uma conferência na Europa onde a presidente brasileira vai estar também? Por quê o palácio da Alvorada ou a Granja do Torto não podem hospedar chefes de Estado de outros países e vice versa? Ou mesmo governadores ou autoridades de poderes…

A sociedade está se adaptando, vejam os noticiários, os modelos de compartilhamento de patrimônio que a sociedade vem aderindo compartilhando carros, carona, até bicicletas. Grupos na internet compartilham de escritórios a helicópteros. Por quê o público não vira público mesmo?

Uma escola pública de um estado não pode servir de ensino a um aluno em trânsito de outro estado? Um software desenvolvido em uma prefeitura com dinheiro público não pode ser usado em outra? Sendo que só tem um jeito de ser prefeitura dada a legislação horizontal da administração pública?

Imaginem a quantidade de recursos sustentando as redundâncias de poder por este país lindo de meu deus. Quantas estruturas que valem milhares e milhares de reais e que custam outros milhares e milhares de reais por ano e que não servem para absolutamente nada e que poderiam ser compartilhadas a bem do serviço público?

Um debate sobre conceitos e visão estratégica de uso de recursos não são monopólio do meio ambiente, a customização planejada do uso do que é público merece uma reforma profunda e transparente do ponto de vista de gestão.

Boas práticas do patrimônio público devem estar na pauta das ações administrativas dos governos, precisamos inaugurar uma nova ordem sobre a temática do patrimônio público e inovar com praticidade no uso dos recursos que tanto nos faltam porém, tanto desperdiçamos.

Obrigado pela leitura

Jean Sestrem

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