Série de dicas importantes para quem quer ser candidato nas eleições de 2016

Por Jean Sestrem
INTELDATA Inteligência Informacional
Mídias Sociais
Encerrado o prazo de filiação no dia dois de abril último, você já tem o básico que é estar filiado a um partido político que você escolheu livremente como berço de sua campanha seis meses antes das eleições diretas. Seja a vereador ou prefeito, seu partido político é o cenário matemático de sua campanha eleitoral que vou falar mais durante esta série de posts que inauguramos com o: planejamento.

#1 – Planejamento

Foi-se o tempo que se lançava o nome do nada e as coisas iam acontecendo. A sociedade mudou muito e a informação e disciplina se tornaram, como em qualquer importante competição, essencialmente estratégicas para se buscar uma vitória eleitoral.

É importante – se você puder, contratar alguém com experiência nesse campo, o planejamento é a baliza de todo o processo, tudo que você conseguir previsonar lhe colocará um passo a frente das possíveis variáveis conjunturais. Também fará você refletir sobre seu potencial ofensivo e defensivo, as oportunidades possíveis e as ameaças iminentes.

O bom entendimento do cenário e a leitura clara da movimentação das peças do tabuleiro em que você travará suas disputas devem ser minuciosamente calculados. Os atores, suas forças e fraquezas, as suas próprias forças e fraquezas, devem ser consideradas no maior número de situações possíveis, considerando-se as variáveis e as simulando a exaustão.

Outro ponto que exige atenção especialíssima no planejamento é a régua do tempo. Do dia em que se monta o planejamento até as dezessete horas do dia da eleição, o tempo deve estar devidamente fracionado e estrategicamente ocupado com ações de impacto direto nos objetivos seguindo rigorosamente a orientação planejada. Tudo deve funcionar como um rio da nascente ao mar, obedecendo a ordem natural das coisas para que as consequências sigam a estratégia. Desde a pré campanha, lançamento, desenvolvimento, reta final… Tudo deve seguir a mais perfeita harmonia possível.

No ano de 2016 começamos com variáveis interessantes e oportunidades também. O financiamento de campanha por exemplo, mudou sua forma de capitalização e captação. Muitos candidatos há muito tempo estavam confortáveis com a situação monetária de suas campanhas por conta de relações estreitas com financiadores empresariais, o que agora terminou. Todos os candidatos deverão levantar suas finanças diretamente com o contribuinte, pessoas físicas. Isso de certa forma pode ser uma grande oportunidade de se buscar apoios mais próximos das bases. Tudo é uma questão de planejamento. A grosso modo parece ser maluco o sistema, mas inovar nesse sentido será um fator que poderá fazer toda a diferença.

Continua no programa #2

Obrigado pela leitura

Jean Sestrem