The ONE thing you need to find and follow your passion
Yann Girard
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Sou brasileira, por isso escrevo em português.

Talvez o que você, Yann, escreveu serve para a realidade americana, que está tão presa ao capitalismo e por isso também presa à ideia de comprar o que falta. Como disse: comprar liberdade e tempo.

Mas todos nascemos com a mesma quantia de tempo, 24 horas no dia. Ao meu ver, investir uma ou duas horas do dia fazendo um trabalho interno de reconhecimento de quem se é e daquilo que realmente faz com paixão, pode provocar uma mudança de rumo.

Mudar os caminhos que costuma seguir, hábitos e comportamentos que te roubam tempo e energia. Mudar a forma como valoriza aquilo que dizem as pessoas que te cercam e que não ajudam na sua busca interna, que não reforçam a sua paixão. Buscar outras pessoas para seguir, para conviver, pessoas que estão fazendo aquilo que você quer fazer. Que podem reforçar o seu esforço, motivar para que continue se esforçando para atingir aquilo em que acredita.

Venho conhecendo as mudanças que a Internet vêm provocando. Me encantando com as possibilidades de se fazer e conseguir absolutamente tudo, inclusive libertar-se da “necessidade de dinheiro”.

Hoje você consegue acessar a Internet gratuitamente em vários lugares. Também tem uma infinidade de lugares onde você pode se hospedar em troca de algumas horas de trabalho como no site Worldpackers.com, locais onde você consegue comer, também trocando por trabalho.

Hoje você pode aprender a plantar a sua própria comida também, e muitas vezes sem precisar de muito espaço, de um bom pedaço terra.

Hoje você pode construir sua própria casa, autossuficiente energeticamente, com materiais abundantes no local onde você vai construir. A Permacultura traz soluções para se integrar com o menor impacto ao meio onde se vive.

O conhecimento de terapias alternativas de saúde e de uma alimentação saudável promovem um bem estar físico e uma boa saúde. Conhecer plantas que são comestíveis e também nutricionais, conhecer as plantas medicinais e ter maior conhecimento sobre como funciona o seu próprio corpo.

Então, não consigo ver a necessidade de dinheiro. Hoje as trocas estão cada vez mais fortalecidas, existem feiras de troca onde as pessoas levam o que não lhes serve mais e trocam por outras que precisam.

Hoje você pode falar com qualquer pessoa no mundo, pode criar seu próprio conteúdo e compartilhar. Pode aprender sobre o que quiser, pode se tornar um voluntário de algum projeto para colocar em prática o que aprendeu. Pode se tornar especialista ou generalista com incrível facilidade.

Então tudo pode começar com algumas horas que você dedica para si por dia. Mas se você está em um emprego que suga toda a sua energia, ou o seu tempo, o melhor é mudar de emprego.

Eu acredito que precisamos trabalhar muito, naquilo que nos preenche, nas nossas paixões. Se valorizar, se amar, saber exatamente quem se é. Quando eu me dedico com amor e paixão a qualquer atividade que me é prazerosa, e que traz benefícios a outras pessoas ou aos lugares onde essa atividade é realizada, eu sou recompensada.

Essa recompensa pode ser de várias maneiras, a mais comum (e ao meu ver menos valorosa) é dinheiro. Veja, eu não demonizo o dinheiro, nem o santifico. Eu vejo o dinheiro como o que ele é: uma energia de troca.

O dinheiro facilita muito, pois todos entendem a linguagem do dinheiro. Mas ele não é o carro chefe, não é o principal e não é o final, o objetivo ou a meta de vida de ninguém. Ele só facilita a troca.

Eu não vivo sem dinheiro, mas eu saberia viver sem se eu quisesse ou precisasse. Foi uma opção minha. O capitalismo está no final já, já estamos na era pós-capitalista. Mas ainda estamos em transição.

Tem lugares onde o capitalismo continua dando sinais de vida e que talvez dê sinais de que irá se erguer novamente. Então eu entendo esse medo da escassez e da insegurança de não ter dinheiro o suficiente.

Mas continuo acreditando que não é necessário sujeitar-se à empregos que tiram sua vida, que drenam a sua energia para juntar dinheiro e finalmente se libertar.

Para mim, hoje o meu tempo é muito mais necessário do que o conforto que o dinheiro promove. A minha liberdade de expressão e de vida é muito mais cara e valiosa do que as empresas, os patrões e os sistemas possam pagar. Eles não têm dinheiro o suficiente para me pagar por elas e se têm, não estão dispostos a me pagar.

Então é isso, eu me estudei e continuo me estudando, buscando o autoconhecimento. Descobrindo o que me motiva, o que me faz querer estar viva e produzindo.

Criei um plano para seguir, que me aproxima de onde quero estar nesta vida, fazendo e dando o meu melhor nos projetos em que me envolvo. Porque só me envolvo com aquilo que realmente se comunica com a minha alma. Não aceito menos, não me submeto a nada que não está alinhado aos meus valores. Então estou sempre aprendendo mais sobre mim e sobre meus valores, para não me violentar e nem me permitir ser violentada.

Tem a ver com os ritmos também. Quais são os seus ritmos? Em que frequência você vibra? Dá para compor harmonicamente com outros ritmos? Dá para fazer uma “JAM” que complemente ou transcenda de maneira positiva o resultado final?

Não podemos aceitar os ritmos forçados, não podemos nos forçar a funcionar em ritmos mais acelerados ou atrasados que nossos ritmos naturais. A progressão ou o atraso do nosso ritmo deve ser suave, deve ser de nossa escolha e deve vir de dentro pra fora. Deve ter prazer envolvido, para todos. Como nas relações sexuais. Todos os participantes envolvidos devem estar abertos e desejosos do que está acontecendo, do que é feito, para todos atingirem o êxtase com prazer do início ao fim.

Alinhar-se e firmar-se, ser protagonista de sua própria história, de sua própria vida, ser o autor, o ator, o espetáculo e o espectador. Empoderar-se de si próprio. Isso é o verdadeiro propósito.

Escolhi ser livre, sou voluntária em um projeto que me preenche.
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