Quando a ignorância fala, ou, sobre fãs de Bolsonaro

No fundo do poço há sempre outro fundo

Dois mil e dezesseis anos depois de Cristo. Às vezes parece que já vimos tudo o que havia para se ver; que somos das sociedades que já existiram a mais desenvolvida, culta e inteligente. Por vezes chegamos a acreditar que com o nosso conhecimento sobre história, ciência e filosofia jamais repetiremos os erros do passado e que estamos em constante evolução, tanto tecnológica quanto intelectual.

Mas algumas pessoas fazem questão de mostrar que estamos errados. Que, mesmo com tantos avanços, algumas de nossas mentes pouco se diferem das dos homens que neste solo pisaram no período pré-histórico. É o que fica evidente quando nos encontramos diante de pessoas que veem na figura de Jair Bolsonaro algo a ser idolatrado.

É gente que ficou para trás enquanto a história caminhava. Gente que mesmo acompanhando o desenvolvimento tecnológico, não foi capaz de acompanhar e se apropriar das conquistas intelectuais dos últimos séculos.

E o que fez essa gente? Envergonhados, temendo represálias e exposição ao ridículo, eles se calaram. Trancaram-se em quartos escuros com suas mentes escuras e pensamentos sombrios. Ficaram à espreita até que agora surge o seu eleito, o orador da mediocridade e do retrocesso, Jair Messias Bolsonaro.

Seus fãs vibram diante de suas falas, as quais eles consideram verdades absolutas. Eles o amam por saberem que ele não tem vergonha de ser ridículo e se ele não tem, eles também não precisam ter e nem precisam se preocupar com essa coisa de história, pensamento, filosofia.

Jair Bolsonaro é venerado por não ter vergonha de falar a merda que seus fãs não têm coragem de dizer; por mostrar para o mundo que o homem pré-histórico pode sim conviver com a nossa sociedade. Isso não tem nada a ver com ser de direita, tem a ver com ignorância.