Morning Call 20/09/2016

Brasil — Proposta de anistia para Caixa 2, detalhes das concessões e Temer na ONU.

Banco do Brasil terá papel de destaque em concessões — Segundo o secretário do PPI, Moreira Franco, o Banco do Brasil terá papel de destaque no programa de concessões. Mudando o quadro anterior, no qual os financiamentos eram feitos majoritariamente pelo BNDES. Em reunião com analistas e gestores de Wall Street ele afirmou que o objetivo do governo brasileiro é dar maior previsibilidade e segurança jurídica aos investidores internacionais interessados em aplicar recursos no Brasil.

Renan ajuda Câmara a votar anistia para Caixa 2- Na última madrugada, o presidente do Congresso, Renan Calheiros, realizou uma tentativa de beneficiar investigados na Operação Lava Jato, articulando para que deputados tentassem aprovar uma proposta para anistiar Caixa 2 em campanhas eleitorais. Mesmo tendo número suficiente de deputados e senadores para abrir a sessão do Congresso para tentar concluir a votação da meta fiscal de 2017, Renan não chegou a pressionar a direção da Câmara para cancelar a reunião. O primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur, anunciou que seria discutida a urgência do projeto. Horas depois, em meio a protestos de deputados contrários à proposta, que falavam em “golpe na madrugada”, ele recuou e não colocou a matéria em votação.

Temer na ONU e Ilan em destaque — A agenda desta terça-feira tem como destaque o discurso do presidente Michel Temer na abertura da 71ª Assembleia Geral da ONU, às 10 horas, e palestra do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, em Buenos Aires, às 11h45. Entre os eventos do dia também está prevista a participação do diretor de Política Monetária do Banco Central, Reinaldo Le Grazie, em conferência promovida pela Anbina e Cetip em São Paulo a partir das 9 horas. No front corporativo, a Petrobras divulga nesta manhã seu Plano Estratégico e Plano de Negócios e Gestão para o período de 2017 a 2021, com detalhamento dos números a partir das 10 horas.

Mercados Internacionais — Início da reunião do FOMC e expectativa em torno do BoJ em destaque.

Futuros de NY e bolsas na Europa em alta — Em dia marcado pelo início da reunião do FOMC, os índices futuros das bolsas de Nova York e as bolsas europeias operam em alta.

Probabilidades, segundo o mercado, sobre elevação de juros nos EUA:

Inflação da Alemanha em queda — Surpreendendo os analistas, o PPI da Alemanha recuou 0,1% no mês de agosto ante julho, e 0,3% ante agosto de 2015. O maior impacto no indicador veio dos preços de energia que recuaram 5,5% na comparação anual.

Bolsas da Ásia recuam — As principais bolsas asiáticas encerraram o dia em ligeira queda, por conta de uma cautela maior de investidores em torno das decisões do Fed e do BoJ. O Nikkei, que reúne as ações mais negociadas na capital japonesa, caiu 0,16%. A Bolsa de Hong Kong encerrou em -0,08%. Na China, o Xangai caiu 0,10% e o Shenzhen ficou em -0,03%. Na contramão, a Bolsa de Seul subiu 0,49% e, na Oceania, a Bolsa de Sydney tem alta de 0,17%.

Petróleo recua — Às 9h00, o WTI para outubro recuava 1,09% a US$ 42,83 por barril na Nymex, enquanto o Brent para novembro recuava 1,00%, a US$ 45,49 por barril na ICE.

Ibovespa Futuro

Fluxo para Monitorar:

Petrobras — Plano estratégico — Redução de 25%

A carteira de investimentos do Plano prioriza projetos de exploração e produção de petróleo no Brasil, com ênfase em águas profundas. Nas demais áreas de negócios, os investimentos destinam-se, basicamente, à manutenção das operações e à projetos relacionados ao escoamento da produção de petróleo e gás natural. Os investimentos totais foram reduzidos em 25% quando comparados à última revisão do Plano de Negócios e Gestão 2015–2019, divulgada em janeiro de 2016, conforme o gráfico abaixo:

O foco da companhia está na exploração e produção de petróleo, onde percentualmente falando, houve um aumento nos investimentos.

Dos investimentos da área de Exploração & Produção (US$ 60,6 bi), 76% serão alocados para desenvolvimento da produção, 11% para exploração e 13% para suporte operacional.

Na área de Refino e Gás Natural serão investidos US$ 12,4 bi, sendo 50% destinados à continuidade operacional dos ativos e o restante a projetos relacionados ao escoamento da produção de óleo e gás.

Além da maior eficiência na aplicação dos recursos investidos, que possibilitará a redução do volume de investimento sem grande impacto nas metas operacionais, o Plano também prevê a adoção de novas medidas para redução de custos (gastos operacionais gerenciáveis). Dentre essas ações destaca-se a implantação de novas ferramentas de gestão, como o Orçamento Base Zero (OBZ), a gestão diferenciada de contratos e de pessoal. A meta é reduzir em 18% os gastos operacionais gerenciáveis, quando comparado ao valor estimado caso nenhuma iniciativa fosse implementada.

Abaixo premissas da empresa para câmbio e petróleo:

Venda de ativos

Outra importante estratégia é a ampliação das parcerias e desinvestimentos, disseminando a experiência bem sucedida na área de exploração e produção para as demais áreas da Companhia. Estão previstos US$ 19,5 bi de parcerias e desinvestimentos no biênio 2017/2018.

A companhia reduziu o capex (investimentos) como o esperado. Com foco na exploração e produção de petróleo. Aliado a isso, o foco no retorno da companhia, e a redução da alavancagem (dívida líquida/EBITDA) de 5,3x em 2015 para 2,5x em 2018.

Seguimos otimistas com Petrobras, pois acreditamos que a empresa conseguirá reduzir o nível de alavancagem e melhora na rentabilidade.

Além do plano estratégico divulgado hoje, a Petrobras pediu à ANP autorização para contratar, no exterior, a plataforma do sistema piloto de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. A empresa chegou a lançar este ano uma licitação para contratar a plataforma, mas por diversas vezes adiou a concorrência. O contrato de partilha de Libra prevê conteúdo local mínimo de 55% na fase de desenvolvimento da produção, mas o documento prevê a possibilidade de dispensa em casos em que a operadora comprove que não há, no mercado nacional, fornecedores que possam atender à demanda no prazo, custo ou qualidade exigidos. O consórcio de Libra é operado pela Petrobras (40%), em parceria com a Shell (20%), Total (20%) e as chinesas CNOOC (10%) e CNPC (10%).

Setor Siderúrgico — Dados do IABR — Seguimos recomendando Gerdau

Segundo dados do IABR, a produção brasileira de aço bruto foi de 2,8 MM de toneladas em agosto de 2016, o que representa uma queda de 1,1% na comparação anual. Em relação aos laminados, a produção de 1,9 MM de toneladas representou um crescimento de 2,3% comparativamente a 2015. Com esses resultados, a produção acumulada de janeiro a agosto de 2016 ficou em 20,3 MM de tons de aço bruto e 14 MM de toneladas de laminados, o que representa uma redução de 10,6% e de 11%, respectivamente, sobre o mesmo período de 2015.
 O consumo aparente nacional foi de 1,6 MM de tons de produtos siderúrgicos em agosto de 2016. Esse volume foi 10,2% menor que o registrado em agosto de 2015. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o consumo aparente alcançou 12,1 MM de toneladas, sendo 20,7% inferior ao comparado com o mesmo período de 2015.
 As vendas internas foram de 1,5 MM de tons de produtos siderúrgicos em agosto de 2016, uma queda de 6% em relação a agosto de 2015. No acumulado dos oito primeiros meses de 2016, houve queda de 12,9% frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando 11,1 MM de tons.
 
Devido à queda da demanda interna, as importações de agosto deste ano recuaram 46,1% em relação a agosto de 2015, totalizando 110 mil toneladas. Esse volume resultou em faturamento de US$ 123 MM. A quantidade importada de janeiro a agosto foi de 963 mil toneladas, e faturamento de US$ 1 bi. Esse resultado significa uma queda de 62,1% e 58,1%, respectivamente, frente ao mesmo período de 2015.
 As exportações de produtos siderúrgicos em agosto de 2016 atingiram 1,1 MM de toneladas, e valor de US$ 556 MM. Na comparação com o mesmo mês de 2015, houve uma queda de 11,9% em volume e uma alta de 1,5% em valor. No acumulado do ano, foram exportados 8,7 MM de tons, com faturamento de US$ 3,5 MM. O resultado no acumulado de janeiro a agosto de 2016 foi 2,7% superior em volume, porém 21,7% inferior em valor, quando comparado com o mesmo período de 2015.

Analisando os dados, as vendas internas mostram uma melhora, mesmo que ainda gradual, na comparação anual. Quando analisamos o acumulado nos oito meses, a queda, na comparação anual, é de 12,9%, porém, quando analisamos agosto de 2016 com agosto de 2015, a queda é de 6%, demonstrando uma melhora. Aliado a isso, houve uma queda na importação de produtos siderúrgicos.

Seguimos recomendando exposição a Gerdau, nossa preferência no setor.

Infraestrutura — Reuniões em NY

Investidores dos Estados Unidos, que participaram de reuniões reservadas com ministros em Nova York para apresentar o programa de concessões, fizeram uma avaliação positiva das conversas, elogiando algumas mudanças propostas pelo presidente brasileiro, embora tenham ressaltado que ainda faltam detalhes sobre alguns dos projetos previstos para ir a leilão, segundo participantes das reuniões ouvidos pelo Broadcast.

O objetivo do governo brasileiro é dar maior previsibilidade e segurança jurídica aos investidores internacionais interessados em aplicar recursos no Brasil, criando ambiente de negócios mais amigável, disse a jornalistas o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, que hoje participou de reuniões com analistas e gestores de Wall Street.

Franco falou também das mudanças no financiamento dos projetos, antes majoritariamente feitas pelo BNDES.

RUMO — Notícia negativa

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ontem ação civil pública pedindo à Justiça a anulação imediata do contrato de concessão das linhas férreas no interior do Porto de Santos por indícios de fraude à lei de licitações e suspeita de formação de cartel. O MPF solicita que a União, as agências reguladoras e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) promovam uma licitação para a escolha da nova concessionária, com prazo de 90 dias para a publicação do edital. A ação foi distribuída à 1ª vara cível da Justiça federal em Santos. Segundo a procuradoria da República em Santos, o contrato, em vigor desde 2000, foi firmado irregularmente pela Codesp com o consórcio Portofer. A ação narra que as quatro empresas que integravam o grupo tinham condições de competir entre si. Entretanto, de acordo com o MPF, organizaram-se para justificar a dispensa de licitação. As linhas férreas, com cerca de 100 quilômetros, e as instalações concedidas integravam a extinta Rede Ferroviária Federal. Atualmente, a titular do contrato é a empresa América Latina Logística S.A (ALL), que em 2006 assumiu o controle das empresas do Portofer. Além da Codesp e da ALL (tanto a holding como a Malha Paulista S.A), também responderão à ação a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a de Transporte Aquaviário (Antaq) e a União, na figura jurídica do Ministério dos Transportes.

Ação pedindo para relicitar o trecho da Malha Paulista que passa pelo Porto de Santos. Provavelmente vai ter que arcar com alguma multa, e traz de novo a questão de ressalvas quanto a gestão ALL.

Telefônica Brasil — JCP

O conselho de administração da Telefônica Brasil aprovou a distribuição de JCP em um valor líquido, sem IR, em R$ 552,5 MM, sendo R$ 0,307/ON e R$ 0,338/PN. O provento tem como base o lucro líquido apresentado no balanço de 31 de agosto deste ano e será imputado ao dividendo mínimo obrigatório do exercício social de 2016. O pagamento do JCP será realizado até o final do exercício social de 2017, em data que ainda será definida pela companhia. Além disso, a Telefônica informou que o pagamento será feito com base na posição acionária de 30/09, sendo que a partir desta data as ações passam a ser negociadas na forma “ex-juros sobre o capital próprio.

Eletrobras — Inadimplência das distribuidoras

A Aneel espera resolver no curto prazo o problema da inadimplência das distribuidoras do Sistema Eletrobras no Mercado de Curto Prazo e também nos contratos bilaterais. A quitação será possível com recursos de fundos setoriais. Segundo o diretor da agência Tiago Correia, pelo menos o montante correspondente às dívidas multilaterais poderia ser pago na próxima liquidação, de outubro. Já no caso das bilaterais pode ser necessário mais tempo. Correia explicou que serão utilizados recursos atualmente bloqueados da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e da Conta de Consumo de Combustível (CCC). Além disso, será aberto recurso de financiamento da Reserva Geral de Reversão (RGR). “Com esse recurso vamos ser capazes de pagar as dívidas novas, as correntes”, disse o diretor a jornalistas, após participar de evento do setor em São Paulo. Pela última liquidação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a inadimplência no mercado de curto prazo chegou a R$ 420 MM. Grande parte deste valor está relacionada à inadimplência dessas distribuidoras. Correia comentou ainda que o desbloqueio de contas e o crédito de RGR vão beneficiar as seis distribuidoras da Eletrobras, inclusive aquelas que não estão inadimplentes do Mercado de Curto Prazo, mas que estariam com problemas no pagamento de contratos bilaterais, relacionados à compra de energia em leilões ou do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa).

Oi — Lista de credores

A companhia publicará hoje edital com lista de credores, afirma o Valor. A lista de nomes deve ser publicado no diário oficial do Rio de Janeiro, diz Valor Econômico, citando uma advogada familiarizada com o processo de recuperação judicial e que pediu para não ser identificada. A Oi tem a opção de publicar apenas indicação de endereço eletrônico onde estará a íntegra da lista. A partir da publicação da relação com nome, valor e classificação dos mais de 66.000 credores, as partes têm 15 dias para apontar ao administrador judicial possíveis divergências nos dados apresentados ou para habilitar créditos que não constem da listagem, diz Valor, citando fonte não identificada que acompanha a recuperação judicial da companhia.

Comentário da nossa área de BTC

Yesterday´ highlights were:

alsc3, tots3, petr4 and mult3

ALSC3 — still demanded and no lenders on the market.

LINX3 — punctual demand as hard to find even small sizes.

TOTS3 — punctual demand and hard to find shares.

PETR4 — large demand but were able to find shares.

TOP SI x Free Float

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.