Negligência e homofobia fazem vítimas!

Nós últimos 7 anos o PSOL (o partido como instituição) não se interessou em fazer uma debate amplo, claro e PEDAGÓGICO com a sociedade sobre suas posições sobre a comunidade LGBT. Mesmo sendo um partido composto por muito e muitos homossexuais, e por ter quadros LGBTs importantes, a narrativa LGBT ficou renegada como pauta política de uma única figura pública e de poucos militantes do partido, e ai me incluo no tempo que estive lá. Nem um décimo da energia que o partido gasta em suas campanhas eleitorais foi gasta explicando a “população comum”, o tema. O partido, que é sim um importante aliado da comunidade LGBT, nunca fez disso uma bandeira real, sólida, com campanhas etc. O “ápice” de um “não LGBT” levando essa pauta com mais visibilidade foi mesmo a campanha da Luciana Genro, que foi super importante. Mas também não tinha tempo ou interesse em ser muito pedagógica.

Uma boa parte de sua militância foca sempre suas ações no confronto com os homofóbicos, na denuncia das discriminações e violências, e nas tentativas de retrocesso por parte do legislativo. Retrocessos esses que muito sabemos que pouco provavelmente se concretizariam, mas que é parte da narrativa política se colocar como “salvadores”.

No geral, alguns militantes tratam o cidadão comum e seus preconceitos com certo desdem. “Como assim ele não sabe a diferença entre um homem trans e uma lésbica Cisgênero?”. O PSOL trata as pessoas como se elas estivem presas na Matrix ainda não libertadas pela “pílula”. Cabendo ao partido lutar contra o macro-sistema para então libertá-las. Pois bem, em uma eleição isso não dá tempo e agora vemos isso se voltar contra o partido e pior, contra todos nós.

A quantidade de áudios, memes e posts desqualificando o PSOL e usando a homofobia como instrumento é assustadora. Como um partido com tanta força nas redes, com tanta gente rica, famosa e importante não consegue explicar para as pessoas que não se transforma ninguém em gay? Ou a diferença entre um gay, uma travesti ou uma mulher transexual? A verdade que como sempre a pauta LGBT é secundarizada, mas ela não é secundária. Para o bem ou para o mal ela é parâmetro de decisão de muita gente em relação a quem eles e elas vão votar. Espero que um dia essa galera finalmente acorde para isso. Por hora, pelo visto a homofobia fará mais uma vítima! No fim, todo mundo perde.