Então, sobre a parte de privatizar ou não é algo muito mais profundo do que somente ser bom ou ruim…
Welton Abreu
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Oi Welton, primeiramente obrigado pelo comentário!

Então, eu acho que se as privatizações do passado não tivessem ocorrido estaríamos numa situação pior hoje. Não do jeito que era antigamente, porque as coisas evoluem, mas talvez não tão “bom” quanto é hoje. No caso da privatização da telefonia, que eu citei no texto, temos várias operadoras em funcionamento hoje em dia, e elas concorrem entre si, e têm que criar planos cada vez mais atraentes para ganhar clientes. Elas também são obrigadas a seguir vários regulamentos da Anatel, e mesmo assim são empresas que sempre temos problemas, que sempre reclamamos e que de vez em quando a Anatel está punindo ou obrigando a fazer algo. Mas e se essa privatização não tivesse acontecido? Para começar, a Anatel nem existiria, porque ela só foi criada depois da privatização, para regular e medir a qualidade dos serviços prestados pelas operadoras. Se a telefonia ainda fosse estatal o governo faria do jeito que queria, e com poucos investimentos, já que provavelmente não teria outros concorrentes. Acredito que esse seja o caso das outras privatizações também (confesso que não parei para pesquisar sobre cada uma delas).

Claro que existem casos e casos, e que a privatização não funciona plenamente bem em todos os casos, como no caso de privatizações de ônibus e metrô, onde ninguém percebe melhoria de nada (apesar que já tiram esses custos das costas do governo). Nesse ponto concordo com você, é necessário ter uma análise aprofundada de cada empresa, e não simplesmente sair privatizando tudo. Mas empresas como Correios e Petrobrás, por exemplo, que são empresas grandes e que trouxeram problemas recentes para o governo, seriam melhor se fossem privatizadas, não acha? São empresas que poderiam crescer muito mais como empresas privadas, prestar um melhor serviço, se modernizar sem precisar de dinheiro do governo (imagine que manter uma Petrobrás da vida não é nada barato) e o dinheiro recebido em impostos compensaria. Ainda tem a questão da corrupção, que é menos provável (mas não impossível, claro) de acontecer em empresas privadas, já que em empresas públicas o presidente manda em tudo e pode trocar a diretoria da empresa para poder atender os seus interesses.

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