Design Integrado — Whole Quarter

João Guilherme
Jul 21, 2017 · 6 min read

Por Tatiane Iizuka e João Guilherme

Professor e orientador: Anderson Penha


Durante o semestre, foi elaborada uma Zine com o tema central “Trans” que abordava um cenário futurístico em ordem cronológica. Ao analisarmos os roteiros, percebemos que ao fim da Zine, a Terra havia se tornado um planeta inabitável, com seus recursos naturais esgotados, uma superpopulação desenfreada e diversos problemas urbanos. Com isso, seria necessário a busca por novos planetas que pudessem ser ocupados.

Exploração de Marte — Ilustração

Nosso papel como designer, no ponto de vista do grupo, é evitar esse total colapso, onde seja necessário abrir mão de tudo o que já temos, do lugar onde vivemos, a Terra.

Pensando em um contexto por volta dos anos 2100, quando o mundo está próximo do colapso e as únicas opções são mudanças radicais ou a exploração de novos planetas, escolhemos a primeira e decidimos propor um projeto de reorganização da quadra urbana.

De início, o projeto pretendia abranger uma escala bem maior, tendo como foco a cidade de São Paulo inteira. Sabendo que teríamos certos limites de tempo, resolvemos filtrar a nossa pesquisa e chegamos ao nosso objeto de exploração: a quadra urbana.

O projeto Whole Quarter tem como proposta uma reorganização dos espaços e usos de uma quadra comum da cidade de São Paulo. Atualmente, uma quadra possui lotes com diversos usos, sejam eles residenciais, comerciais e de serviços. Seguindo o cenário proposto na zine, no qual o avanço da medicina atingiu tal nível que é possível ter a cura de diversas doenças em casa, através de dispositivos e tecnologias 3D; o design tecnológico permite que se faça em casa a maioria das coisas que hoje dependemos de terceiros; a mentalidade tende a apoiar mais o trabalho coletivo; pensamos que certos serviços não existirão mais em espaços físicos (lotes) no futuro.

Com esse pensamento, reformulamos a quadra que conta com usos residenciais, comerciais e espaços livres de co-working + sistema Open Source de Network, adaptáveis à demanda.

Co-Working Space — Ilustração

Pensamos em um sistema que permite que a pessoa que reside na quadra não precise se locomover para outras áreas para trabalhar, pois ela contará com esse espaço disponível. Com isso, a mobilidade urbana terá uma mudança incrivelmente positiva. Resumidamente, não existirão ônibus, pois não são práticos já que utilizam de um chassis de caminhão que não é feito para andar dentro de cidades e sim em estradas, e os carros serão autônomos, elétricos e na maior parte compartilhados.

A estruturação da quadra conta com elementos voltados à sustentabilidade, que farão com que a quadra seja “um ser por si”, ou seja, ele funciona em ciclo e não depende de certos fatores externos para funcionar. O posicionamento dos prédios permite um maior aproveitamento da luz natural, contando com fachadas de painéis solares que fornecem energia para a quadra.

No topo dos prédios, um estudo dos ventos permitirá que existam aerogeradores que também fornecerão energia. Em toda a periferia da quadra, a captação ativa d’água permite o reuso das águas das chuvas, tanto para os habitantes, quando para irrigação dos jardins verticais, e substituindo as janelas de vidro convencionais, serão usadas placas solares transparentes.

Nas áreas comuns, hortas coletivas incentivarão o compartilhamento entre as pessoas e o espírito coletivo, se consome o que se planta. A área verde será densa e irá colaborar com o meio ambiente. Contamos também com áreas de lazer que podem ter restaurantes, espaços de recreação infantil, cafés, etc. Afinal, diante de toda essa tecnologia, precisamos tomar cuidado para não perdermos a interação humana.

Como principais financiadores do nosso projeto, estão as construtoras autorais de pequeno porte, escritórios de arquitetura, produtores independentes, mercado sustentável e mercado tecnológico.

Acreditamos que, de início, teremos pequenas famílias, empreendedores independentes habitando a quadra, que através do sucesso, poderá variar suas funções pela cidade atendendo a necessidade de cada bairro, mas sempre mantendo esse ciclo auto sustentável.

Building Whole Quarter

Foi pedido no trabalho um vídeo e duas projeções: uma bi dimensional, uma tri dimensional e um vídeo de no máximo 1 minuto e 30 segundos. Aqui mostraremos também os problemas que tivemos.

De início juntamos os briefs que envolviam a reorganização da cidade. Chegamos à considerar uma reorganização de agendas, mudança radical dos transportes e etc. A Tate como ex aluna de arquitetura, deu a ideia final da quadra e depois filtramos bastante a mesma para não nos perdemos no caminho e fazer algo maior do que o tempo proposto.

Primeiro foi feito o desenho de base para se obter o melhor aproveitamento de espaço e posição das torres.

Detalhes de cada espaço identificados por cores.
Detalhes das extremidades da quadra.

Em seguida depois de tudo detalhado no papel, pôde-se fazer a montagem 3D na escala pré determinada.

Base da estrutura.
Montagem da área de vivência.
Montagem das torres.

Os materiais para essa montagem da projeção 3D foram: papel foam, acetato transparente, cola quente e estilete.

Maquete finalizada.
Vista aérea da maquete com as torres bem posicionadas em “L”.

Vídeo + making off

Este é o Lucas Vianna, ele é amigo da Tate e foi convidado para fazer as ilustrações que usaríamos no vídeo. O mesmo foi gravado com um iPhone 7 com a ajuda de um suporte e editado no iMovie.

Link do vídeo: www.vimeo.com/tatezk/wholequarter

Foram feitas renderizações dos desenhos para poder fazer as duas pranchas que eram nossas representações em 2D. Foi preciso faze-las na véspera da apresentação e disputa devido à um problema que tivemos com a terceira integrante do time. Esta por fim teve de ser retirado para evitar mais transtornos, pois pranchas estavam na responsabilidade dela e dedicação ao trabalho do grupo não saíram como o prometido.

Prancha feitas.

O grande dia chegou, 03/06/2017. Depois de muita ansiedade perdemos a disputa. A razão pela qual isso aconteceu foi que nos preparamos para bater de frente com as outras equipes logo de início, e não para os jurados. E no final nos perdemos em alguns pontos também por não termos representações da nossa ideia em outros locais como Favelas por exemplo, ainda assim, aprendemos lições pra vida.

Este projeto não ficará guardado na gaveta!

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