PROLOGO

Ter cerca de 140 caracteres no Twitter foi uma das coisas que me ajudaram a aprender a ser direto quando fosse fazer uma piada. Trabalhar em cima de uma determinada limitação ajuda a imaginação as vezes. Veja o brasileiro. Sempre limitado com as situações que o obriga a se reinventar para sobreviver. Somos a população mais imaginativa quando o assunto é empreendedorismo. Não é atoa isso. As limitações estão impostas desde nosso nascimento. Eu nasci em 1993. Era julho. É interessante que até meus 17 anos eu comemorava meu aniversario no dia sete. Gostava da assimetria que apresentava o dia sete, do mês sete no ano de mil, novecentos, noventa e três Era um retardo meu. Eu nasci no dia oito.

Já fiz um blog totalmente voltado para o publico adolescente. Tinha uma razão para isso. Todo mundo iria passar por essa fase. Meu publico seria sempre renovado a cada ano. Uma verdadeira Capricho, mas do humor. O problema que eu cresci e decidi parar. Acho errado pessoas velhas produzindo conteúdo para uma faixa etária que ela não pertence, no fundo soa como deboche isso. Tudo trabalhado no esteriótipo Por isso muitos desenhos da Cartoon Network° tinha alguma conotação adulta e escrachada. Riamos de nos mesmo e nem nos dávamos conta.

Essa talvez seja a função do humor. Um olhar externo de algo que não conseguiríamos ver: nossas idiotices. Ao notar que outro notou ela mudamos. Mudamos para não ser idiota. Mudamos para não ser motivos de piadas. Mudamos.

Tem quem ache que o humor não tem nenhuma função.

Ela tem muitas funções. Do simples entretenimento até a critica social, aquela coisa chata e politizada que torna a piada supostamente inteligente, o que diminui seu publico alvo. Mesmo com uma função social muitos ainda perguntam: pra que você quer ser comediante?

Queria que eles compreendessem que muitos reis ouviam mais o bobo da corte do que seus conselheiros.

Um rei é algo antiquado. Ultrapassado.

Presidentes ou representantes sociais são as figuras de grande importância social, alem dos ricos. E diferentes dos reis, eles temem os bobos da corte, mesmo aqueles que possuem um pequeno publico alvo por fazerem piadas supostamente intelectuais.

Censura é a arma contra muitos.

Meu programa encerrou hoje. Depois de 5 anos no ar.

Amanhã começa meu dia.

Venci todos. Menos a censura atual. Vencer a própria censura foi a maior de minhas vitorias, e isso me conforta, mas é diferente enfrentar censura externa.

Amanhã não virei a emissora. Não virei mais nunca, ao menos para trabalho. Acho.

Eu tinha dezessete anos quando comecei no twitter. Depois de um tempo eu descobri que muitos gostavam de minhas piadas, por isso abri uma conta no twitter. Depois de muitas tentativas eu descobri que uma piada ruim pode ser boa. Ela não é ruim de verdade. Ela está apenas sendo executada de forma totalmente errada. Eu sentia isso com minha vida. Então escrevi a bio que ainda está em todas as minhas redes sociais. Ela me define.

Desde 1993 provando que uma piada ruim pode funcionar. Eu sou a piada…”

Humor nonsense por muitas vezes foi o meu predileto. Depois o humor gestual, quase mimico, era que dava mais graça no fim de uma piada do Jim Carrey. Fico feliz em ter assistido o filme biográfico do Andy Kaulfman que ele, Jim Carrey, trabalhou a tempo em me fazer querer ser o que sou hoje.

Minhas referencias cômicas variam. Se opõe. O contraste, na maioria das vezes, me torna hipócrita. Mas a hipocrisia é mãe da ironia. Então estou bem. Me chamam de irônico Com um falar sarcástico Não sei até que ponto isso é verdade. As pessoas que falam isso de mim são pessoas próximas. Conhecidas.

Alguns elogios ou ofensas teriam mais valor se partisse de alguém que de fato não quisesse perder tempo conosco. Um inimigo de fato declarado ou uma pessoa alheia a sua vida, que não se importa com o que pode contribuir para sua vida. Por isso muitos críticos de grandes astros são seus professores.