Eu só te peço que não desista!
Nascemos da insistência, da luta e da vontade que os irmãos Poppe tinham de jogar futebol e fazer com que o Sport Club Internacional fosse o clube de TODOS, o Clube do Povo.
Poderíamos ter desistido logo no primeiro clássico GreNal com o catastrófico placar a favor do rival, mas era só o início da história do maior clássico do país, e hoje, olha pra gente, temos expressivas 27 vitórias a mais que “eles”, viramos o jogo.
Podíamos abandonar tudo quando o Olímpia fez aquele 3 x 2 e nos tirou o sonho da Libertadores em 1989.
Resistimos, e precisamos do capitão do tetra pra nos livrar da B em 1999, nos últimos minutos, aquele fio de cabelo que fez a bola morrer no fundo do gol do Palmeiras, deveríamos ter aprendido ali.
Mas não foi suficiente, em 2002 namoramos a B outra vez, eis que um jovem promissor nos salvou, Librelato era o futuro do Colorado, futuro que o fatídico acidente interrompeu, perdemos uma jovem promessa, o amanhã era nebuloso.
Cogitamos nunca mais pensar em alguma conquista internacional quando vimos Diego, Rafael Sobis e Chiquinho apavorados em La Bombonera em 2004, o Boca Juniors fazendo um elástico 4 a 2 e nos tirando o sonho da Sul Americana.
Seguimos…
Veio 2005 e aquele Campeonato Brasileiro que nos arrancaram, na mão grande mesmo, o Internacional estava fadado ao fracasso, ao azar, Tinga expulso, Corinthians campeão, acabou o sonho da retomada do Colorado.
Eis que o glorioso 2006 nos trouxe a redenção, Fernandão comandou, o “pesadelo Olímpia” ficou no passado, retomamos a grandeza, conquistamos a América, vimos aquele mesmo Sobis que tremeu na Bombonera acabar com o São Paulo no Morumbi lotado.
Fomos pro Japão encarar o Barcelona, e ali tínhamos Alexandre Pato, um jovem tão promissor quanto Librelato.
Lutamos, ganhamos, o topo era nosso, o mundo era vermelho.
Passou, em 2008 veio a aposta, aquele baixinho chato, argentino, que não tinha dado certo na Europa, um tal de Andrés D’Alessandro.
E não é que o canhoto e sua “La Boba” apagaram o fiasco de 2004, venceram o Boca, exorcizaram o fantasma da Bombonera, com autoridade, com uma camisa pesada de um campeão do mundo, fomos mais longe e trouxemos o inédito título da Sul Americana pro Brasil.
Imagina se desistissem lá no início…
Em 2010 o bi da América, e no Mundial uma decepção do tamanho do Beira-Rio, perder pro Mazembe foi o nosso “já era”, acabou o Colorado.
E ali paramos no tempo e acordamos em 2014 querendo que fosse só mais um pesadelo, mas não era, mais um acidente e uma parte de nós foi embora, logo ele, nosso eterno capitão.
Começamos 2016 e no primeiro mês nosso maior líder se despede, um até logo, e lá está D’Alessandro com a camisa do River Plate.
E aqui estamos nós, assustados, sem rumo, sem referências, brigando pela nossa dignidade, pela nossa história, tentando fugir da amarga série B.
Falta futebol, falta comando técnico, falta Librelato, Fernandão, D’Alessandro, Índio, Guiñazu, Tinga, Iarley, Figueroa, Magrão, falta “coloradagem”, falta até mesmo esperança.
Mas não falta apoio, o nosso “estaremos contigo” é literal, sempre estivemos lá, sempre estaremos lá.
Brigando, cantando, chorando, torcendo, empurrando, de uma forma ou de outra, como sempre foi nesses 107 anos de Sport Club Internacional.
Precisamos de ti e tu precisa da gente, então por favor Inter, só te peço que não desista!
