Por que olhar para dentro?

Percebo que criar realidades não significa apenas agir, agir, agir, fazer planos, estratégias e essas coisas… Não digo isso porque não os considero importantes — na verdade, quanto mais percorro a Jornada da vida, mais os valorizo. O que quero dizer, em essência, é: percebo que mais vale um passo consciente, onde tudo aqui dentro está alinhado à esse caminhar, do que mil passos em várias direções ou a ‘qualquer lugar’ (o famoso, ah, todo mundo está indo, então vamos também! rs).

As verdadeiras intenções, aquelas que realmente nos inspiram e motivam, geralmente estão guardadas lá no fundo, quase escondidas, esperando uma chance, um espaço para se manifestarem, para se expressarem. Mas precisamos compreender que vivemos em uma sociedade que produz menos liberdade e mais condicionamento (por conta de tuuudo aquilo que já estamos cansados de saber: dinheiro/ter vs felicidade/ser e etc) e que na maioria das vezes abdicamos daquilo que faz verdadeiramente sentido para nós, com a intenção de alcançar as aprovações e os prêmios que ela, a sociedade, nos oferece: dinheiro, cargos, reconhecimento, etc.

Mas o que acontece quando abro mão da minha essência para buscar esses resultados?

Geralmente o maior efeito dessa escolha é a dor — que pode se manifestar em diversos níveis. Mas isso não é tão fácil assim de ser percebido ou principalmente de ser encarado — muitas vezes é mais fácil fingir que está tudo bem ou partir logo pra Ritalina. Porque pasmem!, galera, o sofrimento passou a ser aceito como algo ‘normal’ nos nossos dias, como um reflexo natural da modernidade, da evolução da tecnologia e do conhecimento, já perceberam?! Afinal, escutamos quase sempre, o mercado está cada vez mais concorrido e acirrado; quem ‘perde tempo’ buscando felicidade, alegria, união, etc, é considerado insano, está fora do contexto e não serve.

Essa triste, porém real situação, abre alas para a depressão, para a asfixia dos nossos sonhos e mesmo assim, não cria prosperidade para todos, não possibilita que exista igualdade, equilíbrio. É quase irracional pensar que abrimos mão de quase tudo aquilo que acreditamos para caminhar em uma direção muitas vezes oposta e que ainda assim não nos possibilita encontrar nada que verdadeiramente nos satisfaça.

O primeiro passo para transformar qualquer situação é compreender que a responsabilidade é também e fundamentalmente nossa!

Essa percepção nos convida a parar e a observar tudo à nossa volta. Será que estou vivendo como gostaria? E se não, por que não? Preciso realmente abrir mão daquilo que sinto para simplesmente continuar caminhando por aí? Preciso abrir mão do meu caminho para viver mais profundamente tudo aquilo que sinto?

Acredito que é sim possível cultivarmos relações mais alegres e íntimas com a família, amigos, namorada/o e encontrar aquilo que efetivamente nos faz vibrar e trabalhar para chegar lá, pra construir essa realidade.

Mas para isso, precisamos compreender os nossos próprios limites…

E por que olhar pra dentro, afinal?

Talvez seja esse o momento mais próprio que a nossa civilização já viveu para que efetivamente uma transformação coletiva se desenvolva. Estamos diante de uma série de problemas e desafios, em quase todos os setores da nossa vida em sociedade — economia, política, relacionamentos, etc. É um momento especial, certamente.

Especial porque é justamente agora que ficamos diante de tudo aquilo que construímos enquanto humanidade. Até então, demos mais valor e atenção ao dinheiro, ao capital, ao lucro. E agora os resultados estão batendo às nossas portas.

E digo que é um momento especial, porque acredito que esse espelho que é a vida está nos oferecendo a compreensão de que esse caminho antigo já não nos basta. Por que então não olharmos para dentro, para o outro e não buscamos algo que seja essencial: a felicidade?

Não será fácil, obviamente, desconstruir paradigmas que governam a sociedade há centenas de anos. Porém, a oportunidade está diante de nós! E o único caminho possível é o interior, concordam?! Pois não podemos agir diferente se ao menos não entendermos qual é o tipo de ação que efetivamente desejamos manifestar…

Em síntese, vejo que em tempos como este, onde todas as dificuldades, dores, medos e diferenças estão escancarados, podemos aproveitar para compreender a existência como ela realmente É. Temos a chance de escolher continuar caminhando pelas antigas vias do medo e da solidão ou de construir novos rumos, a partir de dentro.

Para darmos mais este passo, será necessário muita coragem, de todos!
Mas tudo bem, pois sabemos que não estamos e que nunca estaremos sozinhos! :)

Escolha ver com seus próprios olhos | www.prove.vc

Até mais,
Marcelo Justo!

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