O tempo atingou seu herói, e agora?

Por: Luciana Console e Alexandra Guida

fonte: Divulgação franquia X-Men

A saga Harry Potter fez parte da infância, adolescência e, por que não, fase adulta de muita gente. Quando o último livro foi lançado, e posteriormente, o último filme, veio junto uma tristeza de despedida paa os fãs. Mas será que o fato de ficarmos tristes com o fim de uma história signifique que queremos necessariamente que ela continue?

A autora de Harry Potter lançou recentemente um novo livro, com o título Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, que será a continuação da história do bruxo, anos mais tarde do último livro da franquia. Nesta nova fase, Harry Potter é um funcionário no Ministério da Magia, com três filhos em idade escolar, onde o mais novo, Alvo, tem dificuldades para lidar com o peso do legado da família. Fãs se dividem sobre a continuação: alguns adoraram a possibilidade e outros acham que se quebra a magia da história inicial.

Essa situação está virando algo comum na indústria cinematográfica, onde continuações de filme de sucesso são lançadas com frequência, seja anos adiante ou histórias paralelas e no passado. Um dos exemplos recentes é o caso do X-Men, onde estávamos acostumados a ver o professor Xavier careca, sempre em sua cadeira de rodas e como o mais poderoso e sábio mutante existente quando, de repente, entramos em contato com um homem jovem e inseguro no filme X-Men Primeira Classe. Para entender melhor toda essa questão, vamos entender como os X-Men surgiram.

A Marvel Comics produzia quadrinhos de diversos super heróis, entre eles, estavam os X-Men. A criação dos mutantes foi em 1963, por Stan Lee e Jack Kirby. É interessante observar a referência dos heróis com os conflitos sociais em relação às minorias. Liderados pelo telepata e professor Charles Xavier, os X-men são temidos pelos humanos por suas características especiais e o embate entre as duas raças é o tema predominante nas histórias. Você pode saber a origem detalhada checando o link:

Nos anos 90, a Marvel Comics estava a beira da falência e sendo ameaçada pela concorrente DC Comics. A saída foi vender os direitos sobre seus personagens para o cinema. A empresas que compraram os direitos foram New Line, 20th Century Fox e a Columbia Pictures.

A história do professor Xavier, por exemplo, é bem complexa e muitos detalhes não são mostrados no filme. Pela franquia do cinema, se consegue perceber que ele é um dos mutantes mais poderosos que existe, é dono de uma escola para mutantes, é um homem bom e sábio e luta pelos direitos e inclusão dos mutantes na sociedade.

Será que conhecer o professor Xavier mais jovem agradou aos fãs? Segundo Isabel Bastos, 21, fã da franquia, sim: “Eu achei muito legal mostrar ele mais novo e ver como tudo começou. Principalmente como ele foi parar na cadeira de rodas. Ver o professor Xavier mais novo e comandando tudo, pra mim, só provou o quão importante ele é. Pareceu mais real”. Mas alterar a idade deles, seja para um tempo posterior ou anterior àquele, não necessariamente tira seu heroísmo, apenas os humaniza. Pode ser a tentativa dos autores de mostrar que é preciso apenas um momento/ato de coragem para se tornar um herói.