O Atletiba que não aconteceu e o Câncer do Futebol Brasileiro

No dia 19/02 na Arena da Baixada o futebol brasileiro deu 3 passos para trás após a frustrada tentativa de transmitir a primeira partida de futebol profissional entre Atlético e Curitiba via stream. O espetáculo já começava sombrio com a morte de um torcedor do Curitiba de apenas 17 anos que acidentalmente, foi baleado pela policia durante a escolta do time até o estádio. Infelizmente, o despreparo da policia a violência dentro e fora dos estádios brasileiros é tão rotineiro que já não chama a atenção da grande mídia. Mas o jogo era para ser histórico, os dois maiores times do estado do Paraná não venderam os diretos de transmissão para a Rede globo, que ofertou quase 10% a menos que o ano passado para transmitir seus jogos. Os clubes então, foi pra galera, e resolveram então transmitir a partida da 5º Rodada do Campeonato paranaense via stream, grátis, para qualquer um conectado na grande rede ao redor do mundo. Porém, minutos antes do clássico paranaense começar, o juiz, destinado pela Federação Paranaense de Futebol, Sr. Paulo Roberto Alves Jr, foi proibido de dar inicio a partida porque a equipe contratada para realizar a transmissão via stream não estava devidamente credenciada para trabalhar dentro do gramado. A equipe em questão, formada por 12 pessoas, estava ali, atrasando o jogo de 20mil pessoas presentes no estádio, e, sabe-se lá quantas pessoas aguardando ver o jogo online. Situação facilmente de ser contornada, pois a Sra. Julia Abdul, secretaria de imprensa da FPF, responsável por fazer o credenciamento dos profissionais que trabalharia ali naquele jogo estava ali, presente no local e apta para fazer o seu trabalho. Mas a má vontade por parte da Federação Paranaense de Futebol impedia a Julia em realizar o seu trabalho e dos 12 profissionais ali que não representava a emissora queridinha da federação que paga a choppada dos cartola nos fim de semana. Já participei de transmissões de futebol através do canal voluntario da minha região, sei como é difícil realizar a cobertura de um evento esportivo sem acesso ao campo, sem a canopla com logo tipo de emissora famosa, é tudo mais difícil, diria até QUASE impossível!

Mas estamos falando dos dois maiores clubes do estado do Paraná! um jogo dessa magnitude é maior que a federação, que a impressa e não pode ficar aguardando tolices burocráticas, mas foi o que aconteceu! E o que era para ser o primeiro jogo via stream da principal divisão do estado do Paraná não aconteceu! Culpa dos profissionais contratados ali sem credencial? culpa da federação que de má fé não credenciou os caras? Culpa do clube?

Não Fode Pô!

A Culpa é de todos! O “câncer” do futebol brasileiro é as pessoas que o cerca, que não respeita o futebol e parece não entender sua magnitude. A falta de comprometimento, de culhão, por parte de profissionais de impressa, de federações mais preocupas com interesse de poderosos, e até mesmo de jogadores que parecem robôs programados para correr atrás de uma bola e reproduzir frases feitas está acabando com o futebol brasileiro! Faltou ali, uma pessoa! A situação ali pedia apenas um personagem, que batesse no peito e chamasse a responsabilidade pra si, independente de qual segmento, Poderia ser O Sr. Paulo Roberto Alves Jr Arbitro da partida, autoridade máxima numa partida de futebol, ou também porque não a Sra. Julia, poderia ali credenciar todo mundo rapidão e boas! Os 12 profissionais poderia se retirar do campo e fazer o seu trabalho das arquibancadas, das tribunas ou de qualquer outra forma, ou até mesmo UM dos jogadores ali presente poderia pressionar, agir, se envolver! Mas acharam mais cômodo ficar ali na firula brincando de roda ao invés de chamar o problema pra si. O futebol brasileiro é muito grande! Mas, o câncer assolado no peito por conta da violência, do despreparo da policia, dos interesses midiáticos, das federações decorativas e de jogadores sem alma vai apequenar nosso gigante ao ponto de que um dia ninguém conseguira entender como uma partida de futebol de um clube de um país de Terceiro mundo um dia parou uma guerra na África.

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