Sol de Campina Grande

Certa vez, na infância 
Um dia maldito ocorreu
O sol de Campina mostrava a que veio
Ele queimava o asfalto
As ruas de terra, o esgoto da minha porta
Queimava o ar, doía respirar
Queimava até o tempo
A tarde demorava passar
Suas cinzas era tédio
O mais absoluto e mortal tédio
Cada segundo era eternidade
E eu senti, criança, a insanidade
Maldita tarde!
Até o tempo esquecia Campina