Amor platônico

Um amor apenas imaginário

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Se do meu amor ela soubesse eu poderia afagar seu lindo cabelo macio da cor de castanhas, olharia os seus pequenos olhos brilhantes tanto quanto fosse possível sem nunca desviar o olhar. Escreveria um ou dois torpedos antes de dormir só para lembrá-la do meu amor.

Eu a abraçaria todos os dias depois de dizer “oi” quando nos encontrássemos, beijaria a sua testa, sua bochecha, a sua mão e seus lábios rosados e seria tipo aquele beijo onde o mundo inteiro para, tudo fica mudo e nós só existimos apenas agora e nunca mais de novo.

Melhor seria se esse beijo fosse embalado por uma música que chamaríamos de nossa para sempre daquele dia em diante. Seria nossa música e nosso beijo especial.

Descobriria que um mais um é dois e não apenas um, e diria a todos que o meu mundo agora tinha sentindo e que para sempre seria ela, embora soubéssemos o quão bobo seria dizer isso em voz alta.

Escutaria ela dizer que me amava e que sentia a minha falta mesmo isso acontecendo segundos depois de nos despedirmos

Iríamos ao cinema só para namorar no escurinho.

Iríamos à praia para ficar abraçados e ver o mar.

Olharíamos para as estrelas sobre a sombra de uma árvore qualquer ou apenas ficaríamos na minha casa ou na sua namorando no sofá. Seria o suficiente. Mega especial até.

Eu só gostaria de ficar com ela, pois para mim não são os momentos ou os lugares que a tornam especial, e sim ela quem faz os momentos e os lugares serem inesquecíveis. Portanto pouco me importaria se a árvore onde estivéssemos em baixo fosse um lindo e magnífico carvalho ou apenas um coqueiro ralo. Eu me importava com ela.

Ela é o especial do meu momento especial.

Há, se ela soubesse, eu seria o garotinho mais feliz do mundo, o homem mais rico, o senhor mais vivido, o dono dos sonhos, carregaria a felicidade no meu sorriso e deixaria que todos a experimentassem. Não seria egoísta como sou agora, seria mais feliz, mais vivo e mais bonito.

Tudo seria amplificado.

Deitaria a cabeça sobre o seu colo quando estivesse cansado, sentiria o macio toque de sua pele, e sobre o imenso céu azul que serviria como nossa testemunha eu diria “eu te amo” e veria seu sorriso mais genuíno. Aquele sorriso que me diz o quanto ela estava mais feliz hoje do que no dia anterior. Ele carregaria o seu amor aos meus olhos e seria melhor do que ouvir uma resposta com palavras, e quando o sorriso se desfizesse eu escutaria apenas ela dizer “meu amor”, e pronto, meu dia já valeria por uma vida inteira.

Descobriria o significado do “contentamento descontente” que ouço tanto falar.

Entenderia que ela agora seria o centro do meu mundo, a gravidade que me prenderia ao chão, a única gota que importaria em todo o oceano. Eu seria para sempre o seu amor, mesmo que o para sempre acabasse amanhã, ainda assim, o nosso para sempre seria eterno. Mesmo que ninguém fosse eterno.

Se ela soubesse do meu amor, desse sentimento rubro que guardo no peito e que me faz sonhar todas as noites com ela, talvez, somente talvez, pudéssemos ser namorados, talvez, e somente talvez, tudo não fosse apenas devaneios de uma única mente, mas a felicidade de duas.

Porém enquanto ela não sabe do meu amor prometo que ficarei aqui a sonhar por nós dois.