Depois das seis

Depois das seis o ônibus não passa mais

Não tem mais trem e o relógio continua pausando e me perco, sonolento e febril

Mamãe me acorda

Me chama e me esqueço que as estrelas são inumeráveis e não há o contar, — sinto-me fraco

Gosto amargo, sensação de adeus nas pontas do cacho não cacheado

Esqueci de pentear

Kaio M. Cardoso

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