O conhecimento através da internet ou a estupidez?

“ …se alguém tem alguma dúvida sobre determinada coisa, em menos de 1 minuto, ela já esclareceu a dúvida.” — BARBOSA, 2016

Um padrão comportamental na revista Tendências Digitais que notei foi à utilização da internet para o aprendizado, ambos tendendo aos dois lados desta tendência. Referenciando os trabalhos dos colegas Thercyo Barbosa e Larissa Prado, pretendo esclarecer um pouco da história, como notei esse comportamento e, baseado em alguns trabalhos de professores e psiquiatras, explicar como devemos utilizar e operar com tanta informação

Já não é de hoje que experienciamos à utilização dos artefatos digitais para aprendermos, de fato que desde o lançamento do TI99 da Texas Instruments, jovens utilizam da computação para aprender.

Mas de forma mais exponencial, desde o boom da internet nos idos da década de 1990, a computação e especialmente a internet se tornaram a principal força no aprendizado.

Vasculhando à revista me deparei com esse padrão de comportamento, seja não apenas a internet mas de forma específica os canais do Youtube. Em se analisarmos o fator histórico podemos percebe-lo com certa facilidade, mas me deparo com um grande problema: Essas mídias podem e são utilizadas para “enganar” o aprendente com conteúdo pobre e comédia de ilusão.

Mas vem ao caso se tal comportamento melhorou a taxa de conhecimento ou a piorou? Segundo Prado (2016):

“A democratização do conhecimento tem sido um tema muito recorrente e encontra cada vez mais adeptos. Pessoas dispostas a consumir e, principalmente, a fornecer aulas, dicas, truques, a transmitir o que puder e conseguir.”

É claro que existe um potencial lado bom à tudo isso e pessoas dispostas a perpetuar o conhecimento. Mas se analisarmos de forma clara, existe muito mais estupidez na internet do que potencial conhecimento segundo Goleman (2015).

Basta procurar como fazer algo que nos deparamos com uma infinidade de estupidez

Mas comparando com os dados do Professor Bauerlein (2008) podemos com certeza notar que há mais aprendizado e conhecimento, mas as gerações da “Era digital” leem menos e se preocupam menos político-socialmente.

Para concluir seguindo os preceitos de Goleman, no livro Focus (2008), onde estuda o foco das pessoas na era digital, estando pronto à afirmar que viveríamos melhor nos “desconectando”). Estamos condicionados à viver presos à internet mais do que nunca; isso nos faz menos focados, porém mais inteligentes; A solução então (não tão extremista como Goleman) seria filtrar informações, aplica-las e passar-las adiante.

Referências:

BARBOSA, Thercyo — “Banalização da informação no meio digital”, 2016 (https://medium.com/tend%C3%AAncias-digitais/banaliza%C3%A7%C3%A3o-da-informa%C3%A7%C3%A3o-no-meio-digital-c0724b10ae20#.5eerwisqj)

PRADO, Larissa — “Youtube como uma escola livre sobre tudo”, 2016 (https://medium.com/tend%C3%AAncias-digitais/how-to-do-youtube-como-escola-livre-177e724f6a76#.jwr9a4yot)

BAUERLEIN, Mark — “ The Dumbest Generation: How the Digital Age Stupefies Young Americans and Jeopardizes Our Future (Or, Don’t Trust Anyone Under 30)”, 2008

GOLEMAN, Daniel — “Focus: The Hidden Driver of Excellence”, 2015

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