Eu

‘Passei muitos anos vivendo para os outros. Para meus pais. Para minha igreja. Para minha escola. Meus amigos. Empregos.

Agora chega. Vou cuidar de mim. O que eu sinto é o que importa. Se eu quero fazer, vou fazer. Dormir o dia todo. Faltar um compromisso. Ignorar alguém. Não importa. Vivi por muito tempo em função dos outros. Hora de cuidar de mim.’

E assim vamos, de extremos para extremos. Trocando problema por problema. Com boas intenções, claro. Mas que no fim, acaba sendo o mesmo ciclo que se repete a gerações. Agressões, evidentes ou não, passadas de pessoa para pessoa, até entendermos como viver em harmonia ou nos destruirmos.