
Internet compartilha conhecimento ?
Desde meados da década de 90 a Internet começou a ser tratada como um real acervo de cultura e troca de conhecimento. O nascimento e crescimento das mensagens instantâneas, do VoIP, das redes sociais, foram pontos importantes para que essa troca de informações fosse tão eficiente quanto em qualquer outro meio.
Não há dúvidas quando falamos sobre o poder que a Internet tem se comparar com outros veículos. Sua capacidade de dispersão, de interação, da criação de conteúdo, é algo que apenas o mundo virtual pode garantir de forma igualitária.
Mas até onde vai essa capacidade? É possível desenvolver raciocínios inteiramente baseado em dados virtuais?
Existem duas compreensões que se encaixam na relação Internet e Conhecimento, pois tratam da forma como o usuário vê e das reais intenções do autor.
Uma delas é a ideia daquela velha brincadeira do Telefone sem Fio. Como toda e qualquer informação é entendida de formas diferentes, intencionalmente ou não, a Internet proporciona um espaço infinito para que ela se reproduza milhões de vezes e que seja mutante, o que pode tornar a informação inválida ou tendenciosa demais para ser uma regra.
A outra compreensão do campo da informação, é de quem está reproduzindo esse conteúdo. Os famosos “formadores de opinião” as vezes se tornam um perigo à própria natureza da Internet, se tornam um pequeno meio de comunicação tradicional, com controle de conteúdo e de público, criando uma certa segmentação que contrapõe a proposta inicial do meio virtual.
Aliando esse conteúdo mutante com alguns “formadores de opinião”, temos um certo ciclo de informação vazia que muitas vezes não é benéfica ao entendimento da Internet como meio de comunicação e aprendizado, pois volta ao mesmo princípio das mídias tradicionais de conhecimento que é administrado por interesse.
A Internet em sua essência é sim uma fonte de conhecimento compartilhado, mas também se tornou fonte de preconceitos, discursos de ódio e falsos profetas. A balança pra esse caso é o próprio usuário, que deve peneirar o que dissemina, e também entender que ainda há limites para a formação de opinião no meio virtual.
Uma pesquisa no Google não substitui uma formação acadêmica, e vale muito mais um “não sei” do que uma posição errônea e precipitada na Internet.
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