Lucro do benéfico: os negócios de impacto social

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Sep 25, 2017 · 4 min read

Lucro não é sucesso. Sucesso é impacto social

Empresas focadas apenas no lucro são empresas que não terão uma vida longa. Segundo Gabriela Valente, gestora da área de educação e treinamento empresarial do Sistema B Brasil e Colídedo Rio+B, a redefinição do conceito de sucesso é importante para garantir a sustentabilidade da economia. “Vivemos uma crise de valores, não é uma crise econômica. É uma crise já anunciada. Construímos o progresso em pilares insustentáveis. Produzimos uma vez e meia a mais do que a capacidade de renovação dos recursos naturais”, afirma.

Porém as empresas já estão se conscientizando sobre seu papel no mundo. Os consumidores estão questionando a cadeia de produção e cada vez mais consciente do que querem consumir. “As pequenas empresas estão nascendo já em novos modelos de negócios e buscam a certificação do Sistema B muito mais conscientes. As médias empresas estão em busca de melhorias de gestão. Porém o grande desafio está nas grandes empresas que nasceram calcadas em conceitos que o sucesso é simplesmente focado no lucro. Mas a mudança está atingindo as grandes também. A Natura se certificou no Sistema B e foi uma grande revolução no mercado brasileiro. Agora, a Danone mundial está em busca da certificação. Isso é um sinal de que o impacto está acontecendo e não é por amor e, sim, pela dor”, revela Gabriela.

O Sistema B é um movimento que pretende disseminar um desenvolvimento sustentável e equitativo através da certificação de empresas no âmbito global que possuem como objetivo solucionar problemas socioambientais. O primeiro passo é conscientizar as empresas para que busquem conhecer o seu impacto socioambiental. “A partir do levantamento do impacto socioambiental, a empresa começa a pensar na gestão do negócio, na eficiência e na transformação de postura em busca do lucro aliado a um impacto positivo”, explica a gestora do Sistema B.

Tamboro — um exemplo de impacto social

Impactada com a necessidade de entender o terceiro setor e partir para um mercado voltado à responsabilidade social, a jornalista Maíra Pimentel buscou estudar sobre educação, política pública, tecnologia, entre outros temas. Ela começou sua carreira de jornalista em um momento que a Internet começava a mudar o mundo. Ao invés do tradicional jornal, ela ingressou no mercado de conteúdo para web. A tecnologia passou a ser parte da sua vida. Mas a gravidez trouxe outra questão para sua vida. A participação em um grupo de estudos com pesquisadores de diversas áreas, incluindo sua sócia Samara Werner, fez com que Maíra tomasse a decisão de investir em um projeto com o foco na inovação para a educação em larga escala.

Através de pesquisas, desenvolvimento de ferramentas de tecnologia e estudos no Brasil e no exterior, olhando para o ensino tradicional, mas também para outras áreas como Artes e Ciências, foi criada a Tamboro Educacional, uma empresa que oferece cursos, treinamentos, jogos através de uma tecnologia que é capaz de analisar e criar estratégias específicas para cada necessidade. O projeto iniciou com a educação infanto-juvenil, expandiu para universidades e empresas. Atualmente 50 mil alunos utilizam a plataforma da Tamboro para desenvolver suas habilidades pessoais, estudantis, profissionais com metodologia que tem como objetivo fazer a diferença individual para todos que passam pelos treinamentos. “Independentemente de ser criança ou adulto, temos como foco o desenvolvimento de habilidades pessoais em um mundo que não para de mudar”, explica.

“A Tamboro nasceu com a missão de impactar muitas pessoas por isso utilizamos a internet que não tem fronteiras, nem limites. Mas como empresa, precisamos gerar resultados e este é o nosso desafio. Como gerar resultados financeiros e ainda termos impacto social? Estamos o tempo todo olhando para os dois resultados. Queremos entregar uma proposta de valor diferenciada para quem utiliza nossa plataforma e através do aprendizado colaborativo, atingir um grande universo e garantir realmente um impacto social na pessoa e na sua comunidade”, explica Maíra.

O futuro da Tamboro é oferecer a plataforma para todos através de cursos, desafios e campeonatos que premiem os participantes até com uma vaga de emprego. “Estamos desenvolvendo uma ferramenta B2C para que todos possam participar e que ainda sejam premiados”, conta.

Para Maíra, a educação tradicional não tende a desaparecer, ela deve ser hibrida — parte tecnologia e a outra parte a interação. “É necessário mesclar o presencial com o digital. Uma complementará a outra. As atividades colaborativas terão que estar presentes nos dois mundos. Discutimos hoje o formato da educação tradicional, da escola e do modelo aplicado hoje, mas não acredito na formação do indivíduo sem a troca e a presença”, concluiu co-fundadora e sócia da Tamboro Educacional.

Gabriela e Maíra estarão, dia 27 de setembro, na LabJuntos, trocando experiências sobre como ser uma empresa com impacto socioambiental relevante, transformar a economia e fazer a diferença para a sociedade.

Gabriela Valente (à esquerda) e Maíra Pimentel, palestrantes do #LabJuntos #8

LABJUNTOS #8 | Lucro do benéfico: os negócios de impacto social

Data: 27/09/2017

Hora: 17 horas

Local: Agencia Juntos

Inscrições: http://bit.do/LabJuntos8inscricao

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