Entre o oceano e concreto da cidade

Sinto o que é o que é certo

Mas não consigo transportar

Entre o balanço das curvas

Acelerações vagabundas

O pensamento senil

Daquilo que vive na memória lúcida

Mas tua voz perpetua naquele lugar

Em que não se pode mapear rotular, restringir e retomar

E mesmo assim tua pureza desperta em mim

As ondas do otimismo contidas em nosso velho mar

Onde ouso habitar

E é o único capaz de causar erosão

Que desgasta todo o tipo de concreto

Aqueles que são os maiores abismos urbanos

E possuem como matéria prima

Força de trabalho explorada, expropriada e solidão.

Like what you read? Give Laís a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.