Pensar demais sobre o que fazer

e no final fazer nada

Gastei muito do meu dia só pensando no que faria no próximo instante. Doença crônica minha é essa, que acaba com qualquer atitude que eu possa ter, só cogitando algo.

Se eu pudesse me curar, e imagino não ser impossível, acabaria também a minha tristeza, que vem muito do que acabo pensando.

Para ter a cura, precisaria eu conhecer mais gente, ou então me misturar mais com as pessoas que conheço. É fazer, agir e conversar que espantam os pensamentos, eles que acabam com qualquer mente sã.

Por mais doidas que fossem as pessoas com quem me misturasse, não teria como eu me estragar. Não mais do que ficando sozinho, em casa, pensando se reviso alguma matéria ou leio um livro.

Duas coisas boas: estudar e ler um livro. Opa! Me corrijo: um livro não, podem ser dois. Prefiro dois de uma vez, porque assim consigo não me cansar da leitura de cada um.

No entanto, por melhor que sejam essas atividades, nada substitui a companhia de colegas, amigos e pessoas em geral. Não estar sozinho é a melhor sensação do mundo. Conversar com alguém é a segunda melhor. Agora a terceira e a quarta é ensinar e aprender. Nada adianta alguém saber fazer uma conta se não tem ninguém para mostrar. Muito menos ainda se a pessoa que tem ao lado não souber conversar sobre o assunto. Agora, se você quer estragar tudo, tenha essa primeira pessoa como alguém que quer o monopólio do conhecimento. Aí o que você tem pode ser chamado de crônica da vida brasileira.