Sua propaganda é encantadora e contextualizada ou você está só colocando mais uma barreira para que seu público acesse o que deseja?

Esta é pergunta que fica após o oitavo Vidcom, evento focado em produção de conteúdo com os maiores players mundiais que aconteceu no fim de Junho no Canadá.

Um dos painéis que mais chamou a atenção foi o “Hate Ads — Love Brands” em cima de uma pesquisa da TMI, realizada com jovens entre 13 e 25 anos.

Os números abaixo são interessantes:

- 66% dos pesquisados usam ad blocks em ao menos um device

- 62% seguem as marcas nas redes sociais

  • 76% dos pesquisados deixam de consumir a marca depois de dar unfollow

Quando se fala em motivos para deixar de seguir marcas aparece:

- A falta de informações relevantes e interessantes para a vida deles,

- Falta de posicionamento das marcas diante de questões como responsabilidade social.

Depois de alguns anos de trabalho produzindo conteúdo, estes números reforçam algumas coisas que já percebíamos.

A propaganda clássica, como conhecemos, precisa se adaptar ao contexto do conteúdo que a audiência procura. Os pesquisados enxergam a maioria das propagandas entregues como uma barreira ao que que eles realmente desejam consumir. Esta audiência deseja poder escolher quando e como consumir os conteúdos das marcas. Então, seja interessante, seja criativo, seja relevante, venda “seu peixe” no contexto, ninguém gosta de se sentir invadido.

Para driblar os ad-blocks, uma das saídas encontradas para que as marcas levem suas mensagens é: produza conteúdo de qualidade. Torne-se, cada vez mais, autoridade em seu universo. Traga informações relevantes, entretenha, as pessoas gostam de se relacionar com quem tenha algo a acrescentar.

Outro ponto importante no painel foi que a audiência espera um posicionamento claro das empresas sobre questões de responsabilidade social, não dá mais para ficar em cima do muro, a construção de marca passa por aí também. A falta desse posicionamento aparece como um dos principais motivos do término da relação entre consumidor X marca. E o término deste relacionamento virtual, o famoso “unfollow”, reverbera no mundo real quando 76% dos pesquisados afirmam que deixam de consumir a marca.

Isso reforça a importância da produção de conteúdo de qualidade nas redes, conteúdo pensado de forma estratégica e envolvente. Fica à escolha das marcas se vão usar o conteúdo para fortalecer os laços com seus consumidores ou se serão só mais uma barreira e um entrave. A escolha está facílima.