Fernanda Monte Olimpo Negro

O músculo mais forte do homem: a mulher

Não é difícil notar que a composição muscular masculina é apta a se desenvolver mais do que a do seu sexo oposto. Fato esse que levou os cavalheiros a evoluírem como caçadores, logo em seguida como bons escravos e, posteriormente, trabalhadores do sexo ideal – se bem que a diferença entre escravidão e trabalho diverge entre especialistas. Sou muito leigo no assunto para entrar em maiores detalhes. Bom, isso é apenas uma diferença física que podemos chamar de vantagem.

Sendo a constituição dos sexos uma constituição democrática, sancionada antes mesmo de Adão e Eva, a mulher também tem o seu expoente; o cérebro.

Ora, pergunte ao leitor homem – caso não seja um – sua impressão sobre a quantidade de atividades que sua companheira, ou mesmo sua mãe, pode executar ao mesmo tempo. As mulheres podem cozinhar, fazer a unha, falar ao telefone, pintar o teto, dar banho nas crianças e ainda por cima passar a roupa, tudo ao mesmo tempo, com uma maestria digna de palmas – ah, se Beethoven fosse uma mulher, a nona sinfonia de hoje, tão aclamada pelos cultos e pseudocultos, seria um ruído frente ao trabalho da senhora Ludwig, a velha surda.

Sim, é um ser intelectualmente impressionante. Não é difícil visualizar uma utopia totalmente dominado por elas. Imagine que beleza seria, até mesmo nos desafetos internacionais; não haveriam guerras, somente países que não se falam e que falam mal das vestimentas oficiais um do outro. Mas, por outro lado, seria um baita problema as relações internacionais amistosas; os acordos durariam dias até saírem, após horas e mais horas de fofocas entre as fronteiras e as milhares de opções contratuais – que deveriam combinar e seguir as tendências (seja lá o que isso signifique). Com certeza as sedes dos governos seriam em shoppings, próximas a ala de maquiagem e ao salão de beleza – como é possível governar sem estar impecável, não? O Ministério da Moda seria, com grande justiça, uma ala muito digna.

Brincadeiras a parte, o que é o homem sem sua metade? Talvez, apenas um ser que nasce, cresce, trabalha e morre. Nada além. Mas, com uma mulher, ele vive.

Tiro isso por mim, um saco de ossos ambulantes que tem um par de engrenagens na cabeça. Quem sou sem a parte que presta? No meu caso, essa porcentagem divina é a grande Taís L., exemplo de verdadeira mulher; um grande intelecto, um coração maternal e uma beleza inconfundível.

Mas, como ninguém é perfeito, existe um singular defeito no sexo de Afrodite: elas tem o péssimo hábito de amar a nós, homens.

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