Humilhação no trabalho

Hoje vi uma querida amiga, e demos um rolê bacana pelo centro de SP. Após alguns doces na Doçaria Mathilda, na Sé, fomos até a Augusta dar uma olhada nas lojas.

Fomos à uma das minhas favoritas, um sebo especializado em CDs e DVDs, além de LPs e outros itens. Após uma volta, como de praxe, pretendia pedir para ver alguns CDs da Madonna que ficam separados, no caixa. A gerente responsável, que utilizava o celular, apontou e disse para falarmos com um dos funcionários pois ela estava ocupada. OK. Resolvi esperar um pouco olhando alguns CDs com a minha amiga. Um senhor também de dirigiu à ela que, basicamente, explodiu. O homem ficou muito constrangido, e ela começou a atacar os funcionários que, muito cuidadosamente, organizavam alguns produtos. Em tom descompensado e ameaçador, começou a reclamar de que eles deveriam estar prestando atenção e atender os clientes. Me senti tão mal e sem reação que só consegui sair da loja com a minha amiga.

Embora seja uma loja que eu adore, não pretendo voltar ao local. E não volto por ter sido uma situação ridícula. Independente do que for, ela não tinha direito de atacar os funcionários. De humilhá-los no meio da loja, cheia de clientes. É covarde. É prepotente. É hipócrita.

O atendimento é parte tão essencial para um estabelecimento quanto os seus produtos. Me sinto mal por ter talvez prejudicado os funcionários, por talvez ter desencadeado essa situação. Me sinto mal por isso poder acontecer com frequência. E me sinto mal por não ter me desculpado com os dois funcionários que, ao contrário da gerente, sempre foram muito solícitos e educados.

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