Os benefícios de ter um time brasileiro no exterior

Como deixar o País influencia no desenvolvimento do e-sport

Após o desempenho na Major de Dota 2 em Kiev, a comunidade passou a especular que a SG e-sports seria incorporada por um grupo internacional e deixaria o Brasil. Parte dela viu essa possibilidade de forma negativa, sugerindo que a equipe deveria ficar e canalizar o sucesso obtido na Ucrânia para melhorar a cena nacional; contudo, sair é o que trará o avanço.

Reprodução PGL

Idealizar um crescimento autônomo em nossa esfera é impraticável. Lembremos que até a Luminosity, atual SK Gaming, levar a bandeira nacional para a final de uma Major, a atenção dada para o Counter Strike: Global Offensive era pequena. Os brasileiros já residiam nos EUA quando o e-sport evoluiu e passou a dividir um espaço com o League of Legends em grandes sites e até em transmissões televisivas.

Relevância internacional influencia diretamente na estrutura local. Isso se traduz em uma cobertura midiática mais ampla, inclinação monetária mais viável se tratando de patrocínio a times e torneios, e uma tendência ao crescimento de público. Essa expectativa de progresso e a chance crível de uma carreira estabelecida traria um tremendo desenvolvimento ao cenário.

Buscando ascensão

Além das consequências óbvias do que jogar fora do País possam significar (melhor salário, estrutura e assistência), a mudança não só elimina um fator que em muitos casos definiu vitória ou derrota em torneios e qualificatórias online, a latência de ping, como cria a oportunidade de jogar constantemente contra os melhores. A vantagem de poder se preparar para um campeonato de alto nível tendo como parceiros de treino alguns dos participantes é incontestável.

O cenário já se beneficiou da exposição que o foi dada e se beneficiaria ainda mais se outras atuações expressivas vindas dos sul americanos ocorressem, aonde quer que estejam.