Vamos falar de rótulos?

Constantemente sou questionado (isso é muito bom) a respeito do que eu penso da atual conjuntura do país, devido ao tipo de discurso utilizado e a dificuldade de interpretação de alguns, acabam surgindo rotulações que não se encaixam dentro do contexto em si, mas a sociedade em que vivemos precisa disso:

Ah! É petista! Pois está defendendo o Lula e a Dilma. Ah! É comunista! (Nem sabe, ao certo o que seria de fato, e ainda coloca um amém por não ter ocorrido no Brasil a adoção desse modelo). Ah! É de esquerda, mas tem Iphone! (como se eu não pudesse comprar algo que queira, pelo que sei vivo num mundo capitalista, não preciso negar isso, mas não tenho que me sujeitar a nada!)

Primeiro, não vivemos mais na Guerra Fria para definirmos e dividirmos a sociedade em lados ideologicamente opostos, pois na realidade estamos mais presos aos nossos interesses mais egoístas para concretizar nossos anseios e planos, independentemente do meio utilizado.

Segundo, não preciso dizer qual linha de pensamento sigo, isso é privativo, o que você concluir a meu respeito é algo particular seu e muitas vezes, se não todas, superficial e dentro de parâmetros preestabelecidos, ou seja, senso comum, o que tornam suas conclusões enviesadas e alienadas.

Terceiro, tentar se convencer daquilo que acredita utilizando argumentos de terceiros não te ajudará a mudar o ponto de vista do outro, é interessante um debate, desde que não se baseie naquilo que pensa ser certo ou errado, numa sociedade como a nossa isso é o que menos importa.

Finalmente, eu olhei alguns vídeos, em especial de um youtuber do canal MamãeFalei, é uma pena notar que as pessoas não conseguem dialogar, mas no mesmo instante que terminei procurei manifestações diferentes e o que ocorreu de complexo, e temos um padrão, a população não consegue lidar com os rótulos, e pior, com as cores. Acham que vivemos num eterno Fla x Flu, de lados opostos e não como um só povo. Claro que grande parte dos manifestantes não saberão sobre os direitos trabalhistas, claro que não dirão de imediato as teorias marxistas (nem eu li O Capital todo, me julguem), pois é, difícil ainda ser taxado de isso ou aquilo a partir de uma interpretação literal e superficial.

Onde pretendo chegar de fato é numa conclusão bem simples: Quer fazer a diferença? Pense no que está fazendo para tal. Seguir youtuber, MBL (que é uma das bases de apoio do canal em questão), partido político, ideologia, doutrina religiosa, e por aí vai, é uma escolha particular, não necessita de rótulos e identificação externa, mais, não há parcialidade em nada que falamos ou fazemos, a humanidade nos mostra o seu melhor e pior lado constantemente, não por ser mal ou bom, por ser religioso ou não, por ser capitalista ou socialista, mas por seguir os seus interesses, simples assim. Antes de rotular alguém, vá no espelho e reflita sobre quem você é.

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