Dido em São Paulo
Pela primeira vez no Brasil a cantora Dido se apresentou em São Paulo com show que visitou toda a sua discografia .

Após anos de espera a britânica Dido veio para a América do Sul. A Still on My Mind Tour, turnê de divulgação do seu mais recente trabalho Still on My Mind (2019), desembarcou no Brasil para quatro shows, tendo sido o primeiro no dia 2 de novembro no Unimed Hall em São Paulo.
Dido abriu o show com a nova Hurricanes, num palco tomado por luzes e projeções azuladas, seguido pelo vermelho das projeções de chamas da também recente Hell After This. A cenografia composta por painéis que recebiam projeções e jogos de luzes compunham k cenário. A banda munida de guitarra, baixo, bateria e percussão mostrou potência desde o início da apresentação.
Foram 15 anos sem viajar em turnê , sendo sua maternidade a principal razão para o hiato dos palcos. Nesse contexto, ao cantar os versos “Eu quero ser uma caçadora de novo/ Quero ver o mundo sozinha de novo” de Hunter faz a faixa soar profética e confessional. Com a turnê Dido viajou por países da Europa, visita a América latina pela primeira vez e retornará para a Europa.
Para cantar Sitting on The Roof of The World ela tomou posse do violão e disse que a música foi composta junto de seu irmão, uma das poucas pessoas cujas palavras ela consegue cantar.
Sentada na beira do palco cantou “My Lover’s Gone”, que segundo ela, lhe foi dito por um amigo brasileiro que “ precisava ser cantada no Brasil”. Integrando a trilha sonora da novela O Clone a canção fez muito sucesso no país. Dido não apresentava a canção ao vivo desde 2001- um verdadeiro presente para os fãs brasileiros.
“Essa canção se chama….“Amor Louco”. Acertei? É assim mesmo que fala o nome dessa música em português?”, brincou Dido para introduzir Mad Love. As clássicas Life for Rent, Sand in My Shoes e Thank You foram cantadas em coro por todos os presentes.
Um momento muito fofo do show foi quando ela chamou o engenheiro de monitoramento Stefano no palco por ser seu aniversário, e pediu para que todos cantassem para ele. No bis ela retornou com Have to Stay, canção dedicada ao seu filho Stanley, e encerrou com White Flag — acalmando os fãs que temiam pela canção não ser incluída no show.
Trip Hop diluído, momentos mais eletrônicos e canções acústicas. Ainda que rotulada como cantora de músicas lentas, o show transitou por ambiências diversas mas muito bem conduzidas pela artista. Nas 21 músicas tocadas ao longo de pouco mais de 1h30 de show Dido mostrou entusiasmo e conexão com público. Ela Arriscou várias palavras em português (perguntando pra plateia se tinha falado corretamente). Sua voz e carisma aliados à ótima banda fizeram o palco do Unimed Hall crescer ou, ao menos, parecer mais próximo do público — que estava visivelmente emocionado e feliz por finalmente receber a artista no Brasil. Se alguém achava que a cantora ficou presa nos anos 90 está completamente errado. Dido continua, e no que depender dos fãs brasileiros irá não só continuar mas retornar ao Brasil em breve.
SETLIST
1- Hurricanes
2- Hell After This
3- Life for Rent
4- Hunter
5- No Freedom
6- Grafton Street
7- Sand in My Shoes
8- Give You Up
9- Thank You
10- Friends
11- Sitting on the Roof of the World
12- Quiet Times
13- My Lover’s Gone
14- Here With Me
15- See You When You’re 40
16- My Boy
17- Mad Love
18- Don’t Leave Home
19- Take My Hand
Bis
20 — Have to Stay
21- White Flag
