Pra ela.

Talvez o teu sorriso e os teus olhos verdes sejam os detalhes mais amáveis e significantes nesse labirinto que eu chamo de você. Já nem lembro direito como é poder dormir a noite sem ter ao menos uma recordação tua, bem sabes que todas as tuas lembranças permanecem aqui, tanto as cartas quanto a mancha de anilina no meu colchão, ou aquela nossa foto que eu guardo com tanto carinho e uma ponta de tristeza por saber que você não vai mais voltar.

Mas você sabe que não te tiro a razão e nem discordo dos motivos que te levaram a tomar tal decisão naquele final de Julho, que pra mim foi o início de uma angústia e de uma solidão que insistem em durar até hoje, mas eu aprendi a conviver com ambas as sensações, talvez com elas eu tenha aprendido lições que foram (são) importantes, talvez sem você eu tenha descoberto o que eu tinha em minhas mãos e joguei fora, “Você só vai dar valor quando não me tiver mais.” É, meu bem, acho que você tava certa o tempo todo.

Sinto falta dos nossos sábados e dos nossos risos, de todos os pequenos momentos que faziam tudo aquilo valer a pena, sinto falta do teu cheiro no meu travesseiro e na minha roupa, sinto falta do calor do teu abraço e do quanto ele me envolvia e passava um enorme conforto, sei que provavelmente nunca mais esses momentos se repetirão, mas quero que saiba que enquanto todo o meu amor for teu a porta vai estar aberta, e que sim, mesmo com as nossas constantes discussões que duraram até pouco tempo atrás eu continuo com a cabeça em você, sinto sua falta.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.