Os piores - ou não tão bons - livros lidos em 2015

Minha avó dizia: “Gosto e nariz cada um tem o seu”. Abaixo estão cinco livros lidos em 2015 que classifiquei como ruim ou regular.

VERíSSIMO, Luís Fernando. As Cobras: Antologia definitiva. Rio De Janeiro: Objetiva, 2010. p. 200.

Luís Fernando Veríssimo é uma vaca sagrada da literatura brasileira. Não importa quão medíocre seja, tudo o que ele escreve ganha um “selo de qualidade” e é considerado crítico, irreverente, inovador. Não sei qual o objetivo desse livro, mas não me fez nem rir nem refletir. Quem quiser arriscar, pode adquirir um exemplar aqui.

GROTE, Jim; MCGEENEY, John. Espertos como serpentes: Manual de sobrevivência no mercado de trabalho. 1. ed. São Paulo: É Realizações, 2011. p. 256.

É um livro que promete ajudar a escapar das armadilhas em ambientes corporativos, porém com muita filosofia. Fiquei perdida na maior parte do tempo. Pode ser adquirido aqui.

GIBBON, Edward. Os cristãos e a queda de Roma. 1. ed. Rio De Janeiro: Penguin, 2012. p. 88.

Os cristãos e a queda de Roma é um excerto do magnum opus de Edward Gibbon, Declínio e queda do Império Romano.

Gibbon pretendeu fazer um relato científico sobre a ascensão do cristianismo, considerando as causas segundas, como o próprio autor escreveu. Entretanto, a única coisa que ele conseguiu foi transmitir sua visão anticristã e anticatólica. Totalmente enviesado e nem um pouco científico, só recomendaria a leitura caso necessário para algum trabalho escolar. Esse livro está à venda aqui.

STEVENS, Courtney C.. Um dia de cada vez. Rio De Janeiro: Suma de letras, 2014. p. 232.

Dois adolescentes traumatizados: Bodee (a.k.a. Garoto Ki-Suco) viu o pai assassinar a mãe; Alexi é uma garota que sofreu violência (mantida em suspense durante 3/4 do livro) e se corta para amenizar a dor.

Bodee vai morar na casa de Alexi e aos poucos os dois se conhecem e se apaixonam e happy ending forever. Com tantas questões psíquicas, tantos problemas de insegurança, auto-estima, todas as consequências dos traumas sofridos por ambos, como se desenvolveria um relacionamento desses? Muito inverossímil. Muito dramático. Quem gosta de romances água-com-açúcar juvenis com alta carga de sofrimento psíquico pode comprar um exemplar aqui.

ASHER, Jay; MACKLER, Carolyn. O futuro de nós dois. Rio De Janeiro: Galera Record, 2013. p. 384.

No ano de 1996 dois estudantes do ensino médio entram na Internet e se deparam com um site chamado Facebook. Interessante, não? Daria uma bela ficção científica. Quem sabe um suspense ou mesmo uma aventura. Mas não, os autores pegaram motes intrigantes e jogaram fora para simplesmente focar no romance. É a velha história “me apaixonei pela(o) melhor amiga(o)”. O garoto fica na friendzone, em stand by, enquanto a garota sai com outros tendo como único critério a aparência e se mostra totalmente egocêntrica ao ver sua vida no futuro pelo Facebook. Muito irritante, alguns personagens foram mal aproveitados e suas histórias mal trabalhadas. Recomendo para um dia bem tedioso, com risco de terminar a leitura chateado(a). Pode ser adquirido aqui.