Filosofia do tédio


Dialética do divagar

Questionar o Eu para se encontrar

Filosofando, andar não é só movimentar as pernas

Filosofia do tédio

Quando monotonia não serve pra remédio

A diversão é medicação

Porém essa filosofia tem leis

"Nada te divertirás" é a primeira delas

Voltamos a estaca zero

Olhando pro teto enquanto um milagre espero

Meus livros nada atrativos

Piadas não me arrancam sorrisos

O mundo perdeu um pouco da cor

Segunda lei do tédio:

"Este não mata, mas provoca dor"

Quando tu só quer algo que te guie

Mostra-me o caminho

Não me deixe corroer aquilo que me faz viver

O tédio vira minha casa

A vontade minha varanda

Uma voz em meu coração grita "ANDA"

Sai por aí

Olho pra rua, vejo o mundo e a mesma voz diz:

"Volta, não há nada de interessante, tua casa sou eu, tu mora aqui".

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Lourence’s story.