Eu vivo numa bolha?

Viver em sociedade muitas vezes te transforma em só uma pessoa qualquer, e por muitas vezes, não é isso que você quer.

Cada vez mais nós buscamos nos distanciar e tentamos nos tornar únicos, exclusivos.

Buscamos nos diferenciar das pessoas por diversos motivos, nos isolando por classes, sexualidade e culturas. Quando nascemos, somos colocados em uma bolha. Essa possui uma camada fina, transparente e exatamente frágil. A cada “Benefício” que nós e concedido, é adicionado uma camada extra. Por exemplo: Seus pais são casados, uma camada a mais. Você mora em um bairro legal, mais outra camada, você estuda em um colégio bacana, mais uma camada e aí por diante.

Ou seja, com as “vantagens” que nos são entregues durante a vida, temos a tendência de nos isolarmos cada vez mais, ficando com uma camada mais espessa e menos translúcida.

Essa bolha nos impede de ver o que está acontecendo ao nosso redor. Nos impede de ligar para a realidade do outro. Por diferentes motivos, as bolhas alheias se tornam invisíveis, junto com as pessoas que estão dentro delas. Passamos a achar que o mundo é só o que está dentro da bolha, ou seja, parece que tudo é feito para nós e por nós, numa batalha eterna de egos.

As bolhas só são “boas” porque são confortáveis, são convenientes. São egoístas.

Um jeito de contornar essa situação é a educação. Apesar de ser um ponto polêmico, tendo em vista que muitas vezes as bolhas só ficam mais espessas graças aos diplomas.

Os privilégios existem, e sempre irão existir. So precisamos arrumar um jeito de não criarmos bolhas com eles.

Show your support

Clapping shows how much you appreciated Luís H. Andrade’s story.