Fora numa festa

Você vai à uma festa - não barulhenta, nem tumultuada, a festa ideal. Não por pura vontade, mas por educação ao generoso convite de um amigo seu.

De repente, você avista uma mulher linda noutro canto. E ela, por algum motivo, ainda desconhecido, também o notou. Ocorre, então, uma troca incessante de olhares profundos. E quando você se dá por conta, está pegando uma bebida, que antes a vira tomando - e você sabe que ela vai gostar - e está indo em direção à ela.

Ambos estão dispostos a algo. Nada sério. Apenas algo casual que acontecerá em uma noite. Mas que, por ventura, pode se estender a uma semana, duas, um mês, um ano ou, quem sabe, até mais.

Afinal, o amor não dá vestígios de quando vai aparecer. Não dá aviso prévio, nem sequer importa-se com isso. O amor vem com o tempo, diferente do desejo. Que, ao contrário do amor, que deseja possuir, quer consumir, apenas.

E assim, você acaba por conhecer aquela pessoa. Descobre seus gostos, os livros que lê, e percebe que podem ter mais afinidades do que imaginava, quando a conhecera, naquela festa há dois anos.

Ou, talvez, seja apenas uma casualidade, de uma noite mesmo, onde ambos queriam ter algo com alguém, mas não duradouro. E você esteja apenas lembrando daquela festa que ocorrera há dois anos.

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