Universo em sala

Havia uma só direção
com muito no caminho. 
Havia eu, a luz, carinho;
em todos nós, a solidão.

Intransponível e ilimitado
cada ciclo permanecia
no seu estado, em sintonia.
Invisível, talvez até fechado.

E nesses mundos por aí
parei o olhar logo no teu.
Vi tuas planícies e o breu
da sua noite que vem cair.

E nada eu pude fazer,
pois era longe o teu porto.
E chovia bastante torto
na geografia do seu dizer.

Foi duro te ver partir;
mais ainda te ver voltar.
Batiam as ondas no mar
violentando o meu sentir.

Tentei te olhar, em vão.
Você se perdeu, à deriva.
Ou desviou, na agonia,
de um tiro ou arranhão.

Sepultado, à sete chaves.
Não consegui te invadir.
Nem conquistar, nem intervir!
Bati de frente com seus males.

Ainda olho para o teu mundo.
E tento achar o tal limite.
Ou sua falta, a qual permite
para mim, mergulhar fundo.

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