Escrita dinâmica

O quão rápido pode um escritor medíocre marretar uma história interessante? Precisaria de horas pra montar seus personagens? Pensar em uma história de fundo interessante, mesmo que não fosse explorada? Pensar em um cenário interessante que permita a interação desses personagens de uma maneira que pareça satisfatória, natural, de forma a prender o leitor? Pensar em diálogos elaborados que vão trazer questões filosóficas e existenciais? Tentar sair de clichês milenares que levariam sua história pra desembocar na mesma foz de trocentas outras por aí? Elaborar um final pra essa história de forma a amarrar todas as pontas soltas, ou até um final em aberto para instigar a imaginação de quem lê?

Porra nenhuma. Um texto pode ser expelido tão rápido quanto um vômito febril. Sem motivação, sem direção, sem público alvo. A literatura pode existir por si só, dentro de uma bolhinha egoísta que ela mesmo cria. Lá dentro ela floresce, cresce, respira e morre. E tudo isso pode acontecer em frações de segundo. A literatura é volátil como um composto químico que mal espera pra virar gás. Resta a nós, escritores, capturarmos isso da melhor maneira possível, no melhor tempo possível. A parte principal fica à critério de cada um e o resto a gente preenche com a imaginação. Aí entra o talento do escritor.

Mas eh, quem sou eu pra falar de escrita? Quantos prêmios eu já ganhei? Quantos leitores sabem me citar por nome? Pra mim não faz diferença, mas tenho certeza que pra alguém faz. Pra essa pessoa em específico: foda-se.

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