Como as suas escolhas vão mudar o mundo

Porque as decisões do consumidor impactam as mudanças sociais e como isso vai mudar o mundo.

Imagino que você deve estar um pouco confuso, certo?

Se você chegou até aqui é porque a questão que levantei faz sentido para você.

E se eu disser que o destino da sociedade está nas suas mãos?

A maioria das pessoas quando ouve essa pergunta faz aquela cara azeda e acha que o papo aqui vai ser sem pé nem cabeça, filosófico e o cacete.

Mas você está aqui porque, apesar de todos os problemas, você acredita que é possível fazer a diferença e quer contribuir para algo maior.

Você soube a vida inteira que o mundo está errado, mas que é possível fazer algo para melhorar e que não se trata apenas de cumprir todas as leis e não jogar lixo na rua.

E você fica maluco tentando fazer tudo da “forma correta” e fica puto quando vê alguém fazendo algo da forma errada e se dando bem!

É esse sentimento que te trouxe aqui…

Mas você ainda pode escolher…
  • Você pode tomar a pílula azul e continua na sua vida normal. Você vai acordar amanhã e vai comer aquilo que alguém disse que faz bem pra você, vai colocar aquela roupa que alguma revista disse que está na moda e sai pra trabalhar naquilo que você não gosta mas que provavelmente paga as contas que você também não escolheu ter.
  • Você pode tomar a pílula vermelha, e descobrir como transformar esse sentimento em ação…

Você quer saber como as suas escolhas podem mudar o mundo?

Nós vivemos em uma sociedade capitalista baseada no consumo, todos os lugares que você frequenta, tudo o que você faz é baseado na lógica do consumo.

Quando você consome algo de alguma empresa, você escolhe perpetuar aquele modus operandi daquela empresa. Do que estou falando?

Se você compra de uma empresa de cosméticos que testa seus produtos em animais, você está dando dinheiro para que mais animais sejam cobaias de produtos cosméticos.

Entendeu? A coisa não é complicada, sabe porque?

As escolhas inteligentes começam com consumir aquilo que te faz bem de empresas que impactam positivamente a sociedade.

As clichê as it sounds…

Você sabe que comer FastFood não é saudável, mas porra é gostoso pra caralho né?

Mas pensa que comer FastFood é contribuir para que os lucros daquela empresa continuem se perpetuando, para que mais pessoas continuem comendo mal, para que mais pessoas continuem ganhando um salário ruim e tendo um emprego ruim.

O que é que tem acontecido? O lucro das redes de FastFood vem caindo ano após ano. Vende? Pra caralho! Ainda estamos na Era do Consumismo, mas estamos em uma transição.

http://fortune.com/2014/11/12/can-mcdonalds-get-its-mojo-back/

No entanto essa queda diz muito sobre o que as pessoas estão procurando, certo?

Tem gente que vai pensar: Mas essas empresas geram um monte de emprego, pagam milhões em impostos, compram milhões em mercadorias de outros fornecedores, em suma fazem muito dinheiro girar impactando a economia de uma forma muito positiva. Isso não é bom?

É ótimo! Mas são só números né? O problema é que nós viramos escravos desses números e agora nós trabalhamos para manter a máquina girando. Enquanto esse sistema não agrega absolutamente nada de longo e duradouro pra nossa sociedade, somente dinheiro.

Mas essas empresas não vão deixar de existir de hoje pra amanhã, por diversos motivos, mas basicamente porque existem bons hábitos de consumo e maus hábitos de consumo.

Possivelmente vamos demorar um bom tempo para deixar de consumir coisas como cigarro e álcool. Temos que fomentar os bons hábitos para que eles se multipliquem e educar para que os maus hábitos sejam deixados de lado, porque como você vai ver estamos falando de valores e o consumidor sabe quando esta sendo enganado apesar de a empresa “ser super legal” com ele.

Mas voltando ao cerne da questão…

Nós replicamos aquilo que consumimos, não preciso dizer que aquela frase:

“Se o PacMan tivesse nos influenciado quando criança, nós estaríamos correndo em salas escuras, mastigando pílulas e ouvindo músicas eletrônicas repetitivas.”

É a maior realidade do que vivemos ou do que um dia já se viveu.

Mas infelizmente escolher consumir a coisa certa é uma opção que só cabe a você consumidor.

Para que você entenda melhor o que eu estou querendo dizer vou usar de exemplo um movimento que já vem acontecendo em outros nichos, como por exemplo a proliferação de marcas “veganas”:

“E por que marcas veganas? Porque existe um propósito ainda maior por trás destas lojas e se vamos mudar nossos hábitos, podemos dar uma forcinha para os produtores independentes. O veganismo se baseia na Declaração Universal dos Direitos dos Animais (feita pela UNESCO), condenando então o abuso e exploração de quaisquer produtos que tenham sua origem. Com isso, não se usam materiais como lã, seda e couro.
[…]
Cumprir com esta responsabilidade não é das tarefas mais fáceis, afinal, é preciso verificar uma série de questões para garantir que nenhum tipo de borracha, poliuretano, cola, tecido, tintas ou até mesmo fôrmas e matrizes sejam usadas na fabricação. Dentro desta categoria do que chamamos de moda ética, os tecidos provindos de fibras naturais, como o tecido de bambu, acabam ganhando espaço no mercado e ajudando-o a se expandir.”
http://www.hypeness.com.br/2015/07/selecao-hypeness-10-marcas-veganas-para-ficar-por-dentro-da-moda-consciente/

Gandhi já tinha sacado isso…

“Be the change you want to see in the world.”

A ideia é exatamente essa, vamos passar a consumir daquelas empresas que consideramos modelo daquilo que queremos que seja replicado no mundo para que essas empresas se multipliquem.

Mas beleza, mas se você não é vegano você não vê sentido nisso, certo?

Provavelmente pra você os pontos que mudariam a sociedade com mais rapidez seriam valores como: Amor, Responsabilidade, Justiça, Liberdade, Respeito, Igualdade, Solidariedade, Cooperação, Lealdade, Honestidade e Dignidade.

Esses valores hoje não são integrados por quase nenhuma empresa em nossa sociedade, pelo contrári0, são ignorados pela maioria delas tanto em seus processos internos como externos. São esquecidos no processo de estruturação das empresa e são tomados por menos importantes já que as pessoas são menos importantes do que o dinheiro.

Não é a toa que estamos sofrendo a crise moral, ética e consequentemente financeira que vivemos.

Essa é uma crise de VALORES, não monetários, valores humanos!

As empresas precisam entender que mais importante do que vender e ganhar dinheiro é saber se aquilo que está sendo vendido agrada ao consumidor, se o consumidor está sendo bem atendido, se no momento que o consumidor tem um problema este é resolvido rápido e da melhor forma.

Hoje a grande verdade é que o consumidor é apenas um meio das empresas consolidarem seus planos financeiros.

Precisamos encontrar quais são essas empresas que estão alinhadas com esses valores que nós perdemos e ressaltar a importância que elas tem no cenário atual que vivemos.

Mais que isso, precisamos criar mais empresas assim, que em seu DNA se preocupem em tratar as pessoas como pessoas antes de qualquer coisa e por isso elas deverão remuneradas.

Essa mudança só depende de nós…

O que você vai fazer agora…?

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