Ação do Tempo
Jul 21, 2017 · 1 min read
“É uma velha escada
Em um corredor estreito
Em uma casa escura
Com paredes rotas
De quadros roídos
E retratos borrados
Mas no fim do vão
Uma brecha no breu
Abre o muro cego
Da noite sem sombras
Olhando direito
Podemos notar
Que mesmo ao pisar
Nos pesados degraus
E mesmo que sob
nossos pés se incline
Uma madeira velha
E rachada de histórias
As botas que levam
Vacilantes passos
Lhe deixam no próximo
andar
Sob a luz.”

