cotidiano I
Aug 23, 2017 · 1 min read

Muito se vê em um passeio pela rua
Olha-se para fora, em um macrocosmo
onde quem tu és, virá a ser, podia
muito bem ser de fato, não importa
Tampouco importa o passo apressado
do outro, ao menos que o ombro
abrutalhado impeça a passagem
do outro, ou a lâmina d’agua que
nem de espelho te serve, atravessa
o caminho e de súbito em teu terno
límpido marca a amargura de se ver
só, em meio a tantos, que nem em
maior pranto um lenço te sacudiriam
no mínimo passagem lhe dariam,
a sumir com tua loucura.
