Meus 10 livros de 2017 (…e o que quero ler em 2018)!

De todas as coisas clichês que falam na transição de um ano para o outro, uma delas é certeira: cada ano tem passado mais rápido. E uma coisa que notei, recentemente, é que os anos começam a se misturar no suco da história, e não consigo mais diferenciar o ano exato de certos acontecimentos. Quem eu era em cada ano? Como mudei? Quando foi que minha perspectiva ou gosto sobre algo se transformou? E o que foi que me influenciou?

Considerando que a leitura é uma das atividades do meu cotidiano que acredito ser uma das mais transformadoras, decidi, no ano passado, listar tudo o que li durante o passar de 2017. Assim, quando olhar para trás, posso não saber em que ano exatamente aconteceu determinado passeio ou festa, mas saberei quais influências literárias impactaram meus pensamentos, meus gostos e, principalmente, minha escrita — algo que se reflete diretamente aqui no Medium.

Não teve nada de que não gostei, aqui — apesar de algumas coisas serem melhores do que outras. Você pode, então (e até espero que o faça!), considerar tudo o que está nessa lista como uma recomendação segura de boa leitura para 2018, caso as obras se encaixem nos seus gostos :)

A lista está em ordem cronológica! As fotos, com exceção da número 4, são todas minhas.

1. “Jogador Número 1", de Ernest Cline

Para ler quando…: estiver buscando uma leitura gostosa, leve e que lhe faça prender as unhas nas páginas.

Ahhhh, a bela mistura aventura + nostalgia! Nunca estivemos em uma época que valorizasse tanto essa fórmula quanto a atual. E “Jogador Número 1” é um exemplo de como fazer isso bem feito. Mas, muito mais do que isso, é um exemplo de escrita fluida, ágil, envolvente e divertida. Você se sente seguro nas mãos de Cline, pois sabe que a história não vai se perder.

A obra é entretenimento puro e garantia de diversão, mas essa é apenas a camada mais superficial dela. Ao longo da leitura, você entende que há muito mais em jogo do que o imaginado, e não serão raros os momentos de emoção, surpresa e principalmente, tensão. Os personagens são muito bem construídos, definidos e não há como não se apegar a eles.

Editora: LeYa
464 páginas
Gênero
: Fantasia
Sinopse da editora: O ano é 2044 e a Terra não é mais a mesma. Fome, guerras e desemprego empurraram a humanidade para um estado de apatia nunca antes visto. Wade Watts é mais um dos que escapa da desanimadora realidade passando horas e horas conectado ao OASIS — uma utopia virtual global que permite aos usuários ser o que quiserem; um lugar onde se pode viver e se apaixonar em qualquer um dos mundos inspirados nos filmes, videogames e cultura pop dos anos 1980. Mas a possibilidade de existir em outra realidade não é o único atrativo do OASIS; o falecido James Halliday, bilionário e criador do jogo, escondeu em algum lugar desse imenso playground uma série de Easter Eggs, e premiará com sua enorme fortuna — e poder — aquele que conseguir desvendá-los. E Wade acabou de encontrar o primeiro deles.

2. “Os Condenados”, de Andrew Pyper

Para ler quando…: estiver buscando um bom suspense sobrenatural, que pisa com os dois pés no terror, mas não se deixa levar pelos clichês do gênero.

Meu interesse em ler “Os Condenados” surgiu depois de devorar a obra anterior de Pyper, “O Demonologista”. Apesar de Pyper não ter apresentado uma história tão bem escrita quanto a antecessora, “Os Condenados” é arrepiante e assustador nos momentos certos, o que o torna divertido.

O problema fica na simploriedade da trama e no exagero (exagero mesmo) no uso de frases de efeito desnecessárias. O desfecho da história também é estranho, mas não deixa de ser satisfatório. Apesar dos problemas, Pyper traz ótimas descrições de ações e sentimentos e o saldo final é positivo, valendo a leitura. Entretanto, para conhecer o autor, não pense duas vezes ao escolher “O Demonologista”.

Editora: Darkside
336 páginas
Gênero
: Terror / Suspense
Sinopse da editora: Danny Orchard conseguiu enganar a morte e ganhou uma segunda chance para viver. Só que ele não voltou do inferno sozinho. Danny passou por uma experiência de quase-morte em um incêndio há mais de vinte anos. Sua irmã gêmea, Ashleigh, não teve a mesma sorte. Danny conseguiu transformar sua tragédia pessoal em um livro que se tornaria um grande best-seller. Ainda que isso não signifique que ele tenha conseguido superar a morte da irmã. Claro, ela nunca mais o deixaria em paz.

3. “Pense Como Um Freak”, de Steven Levitt e Stephen Dubner

Para ler quando…: estiver buscando uma não ficção inteligente, engraçada e que lhe deixe com uma pulga atrás da orelha e um sorriso no rosto a cada capítulo.

Confesso que não tenho muito o hábito de ler não ficções. Entretanto, depois de pirar com Freakonomics (editora Campus) e virar um fã de carteirinha do podcast apresentado por Stephen Dubner, tive de ler o terceiro livro lançado pela dupla formada por Levitt (economista e professor da Universidade de Chicago) e Dubner (jornalista e escritor).

Pense Como Um Freak” é instigante, curioso e muito inteligente. Ele mexe com sua forma de pensar e ver as coisas (algo que já havia sido efetuado com “Freakonomics”). É até difícil de explicar, mas o objetivo dos autores é trazer o leitor para dentro de suas mentes e, de forma divertida e curiosa, apresentar como eles pensam. Ou seja, como pensar de maneira mais criativa, racional e produtiva, usando exemplos e histórias bizarras que vão desde esportes e cotidiano até reformas políticas, golpes de internet e filantropia.

Editora: Record
252 páginas
Gênero
: Não Ficção
Sinopse da editora: Mais um livro ousado da dupla de autores que desafia o senso comum, usando dados e informações da maneira mais objetiva possível para resolver qualquer problema ou questão. Eles ensinam a pensar de maneira pouco convencional e a fazer as perguntas certas (e inesperadas) na hora de tomar decisões e analisar qualquer assunto.
Leitura essencial não apenas para os fãs dos autores, mas para quem quer aprender o que significa pensar como um FREAK, tanto em questões simples como a melhor maneira de bater pênaltis até como conseguir implementar as reformas mundiais mais complexas e importantes.

4. “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury

Foto: Vinícius Carvalho

Para ler quando…: quiser um classicão de respeito, que nunca envelhece e seja repleto de críticas à sociedade.

Levei tempo demais pra pegar esse. Mas quando peguei, me atirei na história e li rapidinho. A escrita (que por alguns pode ser chamada de “chata”) é fácil e simples — e a trama também — , mas o segredo do sucesso está nos subtextos e críticas que Bradbury traz. Você precisa ir além do que está escrito para absorver tudo o que o autor quer passar. O livro é de 1953, mas carrega a magia da imortalidade: parece ter sido escrito para nós do século 21 — e continuará sendo relevante por muito tempo, com certeza.

Quem sou eu para criticar Bradbury… Entretanto, senti a trama um pouco… rápida ou humilde demais. A ideia e o universo são tão bons que acredito que poderiam ter sido melhor aproveitados. De qualquer forma, é uma escrita de peso, com muita profundidade e visão a frente do seu tempo. E o final, toda vez que me vem à cabeça, não cansa de me fazer sorrir.

Editora: Biblioteca Azul
215 páginas
Gênero
: Ficção Científica / Distopia
Sinopse da editora: Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, ‘Fahrenheit 451’, de Ray Bradubury é um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. O livro se propõe a descrever um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.

5. “Licor de Dente-de-Leão”, de Ray Bradbury

Para ler quando…: quiser mais um classicão — só que dessa vez, pra se emocionar e se deliciar numa escrita genial, que fala, simplesmente, sobre estar vivo.

Voltei para Bradbury — e para uma vibe bem diferente da de “Fahrenheit 451”. “Licor de Dente-de-Leão” é um daqueles romances em que a história é tão simples, mas tão simples, que a escrita se torna maior que ela. Bradbury domina as palavras e faz em prosa o que poucos conseguem fazer em poesia — ele realmente consegue mostrar ao invés de simplesmente contar. Me fez parar em alguns momentos pra sorrir e pensar no que acabei de ler, de tão bonito.

Nem sei mais o que escrever, para ser sincero. Simplesmente, que é emocionante e me fez querer viver no mundo descrito pelo autor — na pequena Green Town, vendo o sol bater na terra e sentindo a brisa do verão.

Editora: Bertrand Brasil
266 páginas
Gênero
: Ficção
Sinopse da editora: Para a maioria das pessoas pode ser óbvio, mas será que elas já se perguntaram se estão realmente vivas? Essa questão é o ponto de partida do memorável romance de Ray Bradbury e o momento que marcou o início do verão de 1928 na vida do protagonista Douglas Spaulding, de doze anos. Na cidadezinha de Green Town, no interior dos Estados Unidos, alguns personagens extraordinários se unem nesse verão tão especial na vida de Douglas: o inventor que redescobriu os prazeres da vida ao construir a Máquina da Felicidade; o jovem repórter que se apaixonou por uma idosa de 95 anos; o contador de histórias que conseguiu falar com o passado telefonando para um lugar distante.

6. “Deuses Americanos”, de Neil Gaiman

Para ler quando…: estiver buscando uma jornada misteriosa, vagarosa (no bom sentido), embalada em diversas mitologias (diversas mesmo) e com plot twists de respeito.

Foi a segunda leitura que fiz de “Deuses Americanos” (a anterior tendo sido a primeira versão em inglês, que não era a “edição preferida do autor”), e parece que ainda não foi o suficiente para absorver tudo que Neil Gaiman pôs nessa história. Quando digo que é uma jornada, não é de graça. Você acompanha Shadow (o protagonista) em uma viagem literal (uma road trip pelos Estados Unidos) e também espiritual, tão complexa que é difícil de acreditar no desafio que Neil Gaiman enfrentou para escrevê-la.

O texto é lento e massivo, o que pode afastar algumas pessoas. Entretanto, contendo uma trama complexa que envolve dezenas de mitologias e personagens, reviravoltas e viagens o suficiente para alguns meses de estrada… Não podia ser diferente. Não podia ser fácil ou simplório. Gaiman emociona, faz gargalhar, é violento, cru, maluco, sensual, é o pacote completo, aqui. Uma história de “desgraçar a cabeça”, como dizem por aí. Não tem como esquecê-la.

Editora: Intrínseca
576 páginas
Gênero
: Fantasia
Sinopse da editora: Depois de três anos atrás das grades, o momento pelo qual Shadow tanto esperou se aproxima. Logo ele retornará para casa e para a esposa, pronto para começar uma nova vida. No entanto, poucos dias antes de ser liberado, a vida de Shadow sofre mais uma reviravolta. Sem lar e sem rumo, ele aceita trabalhar para um homem enigmático chamado Wednesday. Trapaceiro e traiçoeiro, Wednesday parece saber mais sobre Shadow do que ele próprio. Os dois embarcam em uma viagem sombria e estranha pelos recantos dos Estados Unidos em busca de aliados para uma guerra entre deuses velhos e novos — uma guerra pelo poder de não ser esquecido. Ao longo do caminho, Shadow descobre que seu destino pode estar mais interligado ao dos deuses do que ele imaginava. Mitologia, magia e mistérios se juntam nesta narrativa profunda e poética que mostra por que Neil Gaiman é um dos autores mais versáteis e aclamados da atualidade.

7. “Galveston”, de Nic Pizzolatto

Para ler quando…: quiser algo quase noir, que seja tenso, perigoso e com personagens convincentes.

“Galveston” só podia vir do autor da maravilhosa primeira temporada de “True Detective” (HBO). O autor Nic Pizzolatto traz uma trama crua, com personagens que tem problemas fodidos e tentam sobreviver em meio ao monte de merda em que estão inseridos. Ele passa sempre uma sensação de que algo de errado vai acontecer.

A trama demora para cativar, e a escrita é monótona em certos momentos. Mas as idas e vindas no tempo são tão, mas tão bem construídas, e resultam num final tão emotivo, que é impossível não sentir o peso e o impacto da história.

Editora: Intrínseca
240 páginas
Gênero
: Thriller / Crime
Sinopse da editora: No mesmo dia em que é diagnosticado com câncer no pulmão, o matador de aluguel Roy Cady pressente que o chefe, um agiota e dono de bar que é o mandachuva em Nova Orleans, quer vê-lo morto. Conhecido entre os membros da gangue pelo nada afetuoso apelido de Big Country, por causa do cabelo comprido e das botas de caubói, Roy desconfia de que o serviço de rotina para o qual foi enviado possa ser uma emboscada. E de fato é. Mas consegue inverter os papéis e, após um banho de sangue, escapa ileso. Além de Roy, só há mais uma pessoa viva no local, uma mulher, e num ato impensado ele aponta uma arma para a cabeça dela e a leva consigo na fuga em direção à cidade de Galveston — uma decisão imprudente e sem volta. A mulher, uma prostituta de 18 anos chamada Rocky, é jovem demais, durona demais, sexy demais — e certamente trará para Roy problemas demais.

8. “A Insustentável Leveza do Ser”, de Milan Kundera

Para ler quando…: estiver buscando um romance complexo, com personagens diferentes e cheios de camadas, em meio a conflitos políticos e amorosos.

Antes mesmo de eu ler “A Insustentável Leveza do Ser”, ele já era o meu título de livro favorito. Instigante, bonito, poético. A demora para que eu o lê-se foi como um longo e demorado flerte com esse livro. Talvez, até, um certo medo de se entregar à história. Entretanto, a história é tudo isso que o título é, e muito mais. É densa, é caótica, é sensual. É melancólica, profunda e filosófica. Aborda o âmago do indivíduo: sua natureza, seus instintos, seus desejos, seus ideais e seus medos.

Um romance que mistura amor e política de forma única. Aqui, a história não é movida pelos personagens — que são complexos em seus sentimentos e motivações — mas sim, pelas divagações brilhantes de seu narrador. Uma leitura que molda o pensamento do leitor e que o faz questionar tudo.

Editora: Nova Fronteira (a edição mais atual é da Companhia de Bolso)
314 páginas
Gênero
: Romance
Sinopse da editora: História de quatro adultos capazes de quase tudo para vivenciar o erotismo que desejam para si. Como limites fortes, encontram um tempo histórico politicamente opressivo e o caráter enigmático da existência humana. Sobre este romance, Italo Calvino escreveu: ´O peso da vida, para Kundera, está em toda forma de opressão. O romance nos mostra como, na vida, tudo aquilo que escolhemos e apreciamos pela leveza acaba bem cedo se revelando de um peso insustentável. Apenas, talvez, a vivacidade e a mobilidade da inteligência escapam à condenação — as qualidades de que se compõe o romance e que pertencem a um universo que não é mais aquele do viver´ (Seis propostas para o próximo milênio). O livro, de 1982, tem quatro protagonistas: Tereza e Tomas, Sabina e Franz. Por força de suas escolhas ou por interferência do acaso, cada um deles experimenta, à sua maneira, o peso insustentável que baliza a vida, esse permanente exercício de reconhecer a opressão e de tentar amenizá-la.

9. “Guerra do Velho”, de John Scalzi

Para ler quando…: quiser ler uma ficção científica leve, porradeira, engraçada e carregada de críticas ácidas.

Uma das leituras mais gostosas do ano passado. Gargalhei como não fazia há tempo lendo “Guerra do Velho”, mas também fiquei apreensivo e emocionado em diversos momentos. O estilo de Scalzi é muito fluido, sagaz e divertido. Ele cria conceitos interessantíssimos (às vezes originais, às vezes nem tanto) e um universo consistente, perigoso e fascinante, que faz você querer estar mergulhado no livro o tempo todo.

Carregada de críticas e acidez, a história fala sobre militarismo, envelhecimento, amizade, amor e ética, enquanto desenvolve personagens envolventes. O final deixa um pouquinho daquela sensação de que havia potencial para ter sido algo maior do que foi, mas isso acaba por justificar as continuações que surgiram depois de Guerra do Velho.

Editora: Aleph
368 páginas
Gênero
: Ficção Científica
Sinopse da editora: A história se passa em um futuro próximo, no qual os humanos são capazes de realizar viagens interestelares. O universo, entretanto, não é um ambiente amigável, pois diversas formas de vida disputam por meio das guerras os poucos planetas habitáveis. O peso de proteger a humanidade concentra-se nas mãos das Forças Coloniais de Defesa (FCD). Os membros desse exército são os únicos que conhecem o que acontece no espaço porém é preciso ter pelo menos 75 anos para se alistar. E é exatamente isso que o viúvo John Perry, protagonista do romance, faz.

10. “Leviatã Desperta”, de James S. A. Corey

Para ler quando…: estiver buscando uma ficção científica um pouco mais pesada que Guerra do Velho, e que seja melancólica, séria e política (como os clássicos do gênero), mas que também namora com o estilo noir.

Conflitos políticos no Sistema Solar, com investigação policial no meio disso e merda sendo jogada no ventilador o tempo todo? Sim, por favor! A trama faz jus ao seu nome: há algo muito grande e assustador sendo construído, e está à beira da iminência.

Com um início arrebatador, “Leviatã Desperta” apresenta uma escrita sólida e sem medo de ser lenta quando precisa ser. Os personagens de Corey são cativantes (você quer interagir com eles, é sério) e o mistério que vai se construindo lhe deixa realmente incomodado (no bom sentido) ao longo da trama. Cheio de ação e porradaria, mas também de contemplação sobre ética, humanidade e política.

Editora: Aleph
670 páginas
Gênero
: Ficção Científica
Sinopse da editora: O romance, que é repleto de conflitos políticos e grandes investigações policiais, se passa em um momento conturbado para a humanidade, duzentos anos após sua expansão para o espaço. Com o uso da tecnologia e a intenção de colonizar o universo, os humanos se espalharam pelo sistema solar e ocuparam diversos planetas, se dividindo em grupos com interesses conflitantes. É nesse cenário que um capitão de nave e um detetive decadente se envolvem nas investigações do desaparecimento de uma garota; e o que eles descobrem leva nosso sistema solar à beira de uma guerra civil e expõe a maior conspiração da história humana.


Olhando para trás, consigo ver as influências que as obras acima tiveram em diversos pontos da minha vida, hoje. Seja na prática da escrita ou na forma de enxergar algumas situações, é muito interessante ver a contribuição que cada história teve em mim. Espero que essa lista se transforme em recomendações efetivas para você!

Quanto a 2018… Ainda não construí minha lista de desejos — afinal, ela vai ganhando vida ao longo do ano! Entretanto, já sei de algumas histórias nas quais quero cair de cabeça:

  • A trilogia “1Q84", de Haruki Murakami;
  • “Clube da Luta 2” — a continuação em forma de HQ do livro que originou o icônico filme de David Fincher em 1999 — , de Chuck Pahlaniuk;
  • “Brigadas Fantasma” — a continuação de “Guerra do Velho” — , de John Scalzi;
  • “O Nome do Vento” — primeiro livro da série “A Crônica do Matador do Rei” — , de Patrick Rothfuss;
  • “Um Estranho Numa Terra Estranha”, de Robert A. Heinlein;
  • “Rápido e Devagar: Duas formas de Pensar”, de Daniel Kahneman;
  • “Sapiens”, de Yuval Noah Haray;

Um bom 2018 literário para você :)