Renascimento. Morte. Ressurreição.

Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.
Lucas 9:60

(reconheço que não é o melhor que posso escrever, mas garanto que todas as letras aqui escritas são carregada: de significado, de dor, mas também de, finalmente, libertação.)

A morte sempre foi algo que esteve em minha mente. Não lembro quem disse que tudo que nós fazemos é sempre direcionado para ela. Todos morreremos. A grande questão é que se morre muitas vezes, até que enfim morremos.

Contudo não é possível existir vida sem que haja morte. João 12:24 coloca isso de forma magistral. Não existe vida sem morte. É necessário que se morra para que então se frutifique. Então digo eu que o que havia morreu. Finalmente estou aceitando que era necessário morrer. Quantas vezes for necessário, é essencial morrer. Eu estou morto. Finalmente.

A morte aconteceu por um motivo simples. A vida que havia em mim se esvaiu. Cansou. O cuidado acaba quando não se recebe de volta. Apesar de ser dadivoso e não esperar nada em troca, o que não é alimentado morre. Pra nascer de novo em outro lugar. E na morte não existe nada, nem dor, nem sofrimento, nem mágoas. Na morte só há o silêncio que enfim reinante deixa sua marca, profunda, barulhenta. Aprendi que toda morte não é final, não existe fim, há sempre o ciclo que começa de novo. Eternamente. Profundamente. Estou falando de ressurreição.

E digo que nunca há fim, pois em mim haverá sempre força de ressurreição. Pois enfim deixando aquilo que está morto, sigo em frente para a Vida. Assim como um dia renasceu o que havia em mim. Foi morto. E agora então a espera da ressurreição. E nascerá de novo, mais forte do que era. Mais completo.

Então deixando para trás o que está morto, sigo para aquilo que é Vida.

Morto. Ressurreto. Vivo.