Sem precisar conhecê-los, é só ver o vídeo (obrigado a quem reupou), olhar nos olhos de cada um enquanto eles se apresentam e perceber primeiramente como é a gesticulação do tal Zé.
Ele vagueia no olhar como um bêbado saindo às 5h da manhã de um buteco, elogia desnecessariamente, exageradamente e ‘forçadamente’; agita seus braços como se precisasse que as pessoas prestassem mais atenção neles do que em sua fala. O papel dele neste vídeo, a meu ver, foi de tentar familiarizar o público com a turba.
A Bel então, ela tem aquele sorriso ensaiado que chega a dar nervoso só de ver, e um discurso bem típico de Friends (o seriado n.a.) de que toda essa epifania ocorreu de forma sublime e magistral, como num conto de fada. Ela devia é abrir uma doceria pra vender sonhos DE VERDADE. O papel dela neste vídeo foi mostrar um posicionamento‘’técnico’ e ‘profissional’ e tentar convencer o amiguinho que plugou seus fones de ouvido à cabeça, de que a ideia é um sucesso inovador sem antes mesmo ter saído do papel.
Ah mas o que mais me chamou atenção foi a atuação (apagada, méritos dele) do Léo. Esse é o cara que veio transmitir segurança, confiabilidade com seu jeito tranquilo, calmo e um sorrisinho meio debochado, meio “tranquilo/favorável”… Mas é no ato de abrir a boca que os sinais corporais vem amiguinho… e toda a tranquilidade dele vira um chilique de ombros e face, e tudo fica meio engraçado até haha.
Na tentativa de convencer usando argumentos falsos ou imprecisos, nós tentamos recompensar o discurso com alguma ênfase, e esta ênfase no caso é a resposta corporal. Também não conseguimos fixar nosso olhar no interlocutor, porque não queremos passar a insegurança que sentimos, mesmo sendo uma câmera minúscula que não consegue te julgar no ato — na realidade, é pela incapacidade da câmera não julgar que a insegurança aumenta, em alguns casos.
Bem, é isso. Adorei a análise e a investigação! Abraços.