A prosa do Neil Gaiman

Um tropos recorrente do Neil Gaiman, a passividade imaginativa de um personagem, sempre me atravanca a leitura de American Gods.

É usado a rodo no Sandman, em cada personagem mais ocupado com ariar panela e Sílvio Santos que na existência dos deuses, não cansa tanto.

Talvez porque haja desenhos para aliviar o texto e o grid da página force Gaiman a cortar metade do texto. Então dá pra ler rapidinho

Mas em prosa. PQP.

Nos quadrinhos é o que faz cada releitura tornar a obra pior.

Já gostei muito de Orquídea Negra, ainda que as partes fossem mais interessantes que o todo, e muitas partes me fizessem querer botar fogo no gibi.

Mas a releitura é penosa.

Mês passado finalmente consegui ler 1602. Estava achando legal, apesar do excesso de texto, porque havia um monte de eventos não narrados entre o segundo volume e o final. Achei até corajoso da parte do Gaiman. Até descobrir que o recordatório do início do volume final se referia ao terceiro volume, que não estava lá junto com os outros gibis. Aí me voltou o tédio.