“Dá tchau pro macaco.”

Bioma e sobrevivência dos menos aptos

O político, esse animal aristotélico, é reconhecido até mesmo entre os brasileiros, esses animais de teta, por ser mesquinho, patético e carente de qualquer qualidade além da sobrevivência. Não há redenção para o políticos.

Eles perduram, os políticos. Eles estão sempre aí, alguns desde as pirâmides, como antigos espíritos do mal. Outros arrastam os punhos pelo chão e fazem dancinhas e top-tops.

A impressão, de longe e de perto, pelo que falam e pelo que fazem, é que sem o poder e sem o dinheiro, tropeçariam em si mesmos, morreriam engasgados.

Os livros escolares entregam o jogo, mas os professores não fazem os alunos ligarem os pontos. Os políticos sobrevivem porque estão no bioma correto, sobrevivem e se multiplicam porque são protegidos pelo ecossistema que os jornais e as autoridades chamam de sistema político.

A função essencial do sistema político é garantir a sobrevivência desses dodôs eleitos.

Um taxista do centro dizia: repare bem na cara dos presidentes e dos líderes mundiais, eles são sub-humanos, olha só cada um deles, são anormais. Difícil discordar. Mas o taxista continuará sendo taxista, pagando impostos que serão usados para manter a salvo os políticos, não só os presidentes.

E quando alguém não entende a desconfiança que taxistas e outros populares têm da ecologia e dos ecologistas, atávica, instintiva, é porque mesmo tendo frequentado escolas e universidades, esse alguém passou batido pelos dicionários, pelas enciclopédias e livros didáticos. Caiu na conversa do professor e não consegue reconhecer um bioma nem um ecossistema nem se o PIB dependesse disso.

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