Walter Lantz, Walter Lantz.

Cinema e quiromania

E aquele lema da Chiclete com Banana: “Ed Campana está de olho na tua mulher”.

A primeira vez que vi Betty Blue, só pensava em Béatrice Dalle; só hoje vejo que o Jean-Hugues Anglade era um Adrien Brody do cerrado. Li o livro também, não sei se verei a versão do diretor.

Nasci na época errada é o que todo mundo diz. Minha versão dessa mentirinha contém esta parte mais verdadeira: nasci na época errada e logo o cinema deixou de existir e no lugar sobrou Béatrice Dalle, Nastassja Kinski, Isabelle Adjani, Juliette Binoche, Isabella Rossellini, Linda Fiorentino. Uma lista que não cabe na mão.

Quantos filmes alguém vê sem saber se gostou? Quantos atores e atrizes eu não sei dizer se atuam bem? Respondo sem calcular: mais do que prometia o VHS.

Não me importaria com uma refilmagem de Brown Bunny com Melissa McCarthy no lugar do Vincent Gallo. Ou Halle Berry de Charles Foster Kane.

O Kid Flash mulher em Kingdom Come, que não acho tão ruim como Marvels, foi dos primeiros acenos do mainstream para a moda de trocar de gêneros.

Aliás, valia refilmar todos os Woody Allen com Emily Bett Rickards de Allen, Chloë Moretz de Mia Farrow e Rebecca Hall como Diane Keaton.