Como acontece nesse ramo, Bettie Page era highbrow.

George Orwell denuncia mais uma empulhação dos bem pensantes

(Texto do Facebook. Provavelmente feito pra vender e-conto.)

Embora a moda de se dizer contra a ofensa seja um modo de bajular os outros enquanto se afaga a si mesmo, há algo mais envolvido aí.

É uma prerrogativa do mendigo, da criança, do bobo e do idiota dizer que “O rei está nu”. Os antigos e os quase modernos sabiam disso e até respeitavam.

Tentar proibir o comentário ofensivo é agir para esconder a existência das classes sociais e o fato de que se todos são iguais perante a lei, “alguns são mais iguais que outros”.

Quem não tolera a ofensa está dizendo que odeia pobre, que não suporta humildes e que o tratamento igualitário, por força da lei, dado a idiotas, mendigos, bobos e crianças é bom e suficiente.

É melhor o pobre roubar que chamar um político pelo nome. E com isso, quem não é tão pobre pode brincar de fingir que se importa com o miserável.

Quase toda crítica social que é repetida como reclamação no Facebook e no Twitter não passa de expressões de ódio ao pobre.

Falar os-ten-ta-ção é querer que o pobre não mostre o que conseguiu na vida.

Reclamar de cinéfilo é dizer que pobre não devia ter acesso a filme.

Criticar cupcake e sapatênis e poliamor é dizer “tô ligado que pobre agora faz bolinho, vai em balada e vive como quer e com quem quer, que horror, odeio pobre”.

Criticar o pobre é como negar a condição das mulheres, neste caso geralmente discutindo assuntos de mulher, o que signfica que mulher precisa de tutela (ou seja, discussão, tudo vira assunto de debate), são dois passatempos que até pobres e mulheres (não só algumas feministas) usam contra si mesmos.

(Palavras do mister Simpatia, malvado tigre de pelúcia.)