Não, não é um sigil, é só um desenho.

O problema da magia

Se o automóvel fosse invisível veríamos melhor os movimentos que o motorista faz. São ridículos.

O mago está entre o motorista, que opera uma máquina, e os loucos de rua, quando usa palavras, pensamentos e gestos como se operasse um maquinário invisível(*).

A magia prende o ser humano ao mental. Qual a diferença entre o mago e o louco?

Na tabela periódica do tarô o mago está a apenas um próton do louco(**).

A diferença seria apenas a arte.

Algo aí se abre mais problemático, mas não consigo ainda ver.

(*) Para quem usa pontos focais ou formas similares de tensão e fluxo, tente abrir um espaço na chuva só com os olhos, a ponta dos dedos ou a respiração. Isso seria quase elegante. Magia que demanda sinalização(***) atrapalha até a conversa no ponto de ônibus. 
(**) Sim, é paráfrase. Sim, é Thomas Harris.
(***) Isso abre a perspectiva da magia como forma de poluição visual e sonora, o que nos devolve a concepções românticas do ser humano como fardo poluente e certas visões trágicas e, por isso, cômicas.